Imposto extraordinário: funcionários públicos pagam mais

26 de julho 2011 - 13:01

O cálculo do imposto extraordinário que o governo vai cobrar em Dezembro não contempla os descontos para a ADSE. O resultado penaliza os funcionários públicos, que podem pagar até mais 50 euros que outro trabalhador com idêntico rendimento.

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O STE fez as contas e diz que o funcionário público sai sempre a perder com o imposto extraordinário. Foto Txanny/Flickr

O estudo do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) diz que o desconto para a ADSE, que este ano passou a incidir também sobre o subsídio de Natal e férias, acaba por prejudicar o cálculo do imposto extraordinário para os funcionários públicos. Numa das comparações do impacto desta medida no bolso dos trabalhadores do sector público e privado, o STE conclui que para um subsídio de Natal de 1500 euros, o trabalhador do privado receberá 805 euros, enquanto o funcionário do Estado leva para casa apenas 783 euros.



O STE estima ainda que os funcionários públicos sozinhos irão pagar um terço da receita total que o governo prevê recolher com este corte no salário apresentado como "sobretaxa extraordinária". Ao todo irão pagar 212 milhões dos 630 milhões de euros que serão pagos pelos contribuintes incluídos na categoria A. Cada funcionário público contribuirá em média com 320 euros, segundo as contas do STE.



Esta segunda-feira, vários sindicalistas da Função Pública afectos à CGTP montaram tendas em frente ao parlamento numa "Vigília de Protesto e Luta" contra "os cortes nos salários e nas pensões, os despedimentos, a mobilidade especial e a extinção de serviços". Ana Avoila, da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, diz que a vigília durará quatro dias, até à manifestação que a CGTP promove na próxima quinta-feira