Hungria admite bancarrota, bolsas caem

04 de junho 2010 - 17:21

O porta-voz do primeiro-ministro da Hungria disse que “não é nenhum exagero” falar em bancarrota do país. As bolsas europeias caíram e a de Nova Iorque também abriu em queda. A Ucrânia pede ajuda ao FMI.

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Bolsa de Nova Iorque abriu em queda - Foto Lusa (arquivo)

Peter Szijjarto, porta-voz do primeiro-ministro húngaro, Viktor Urban, declarou à agência Bloomberg que o país está numa grave situação económica, afirmando que o governo anterior manipulou estatísticas e mentiu sobre o estado do país.

As declarações fizeram-se sentir rapidamente nas bolsas europeias que sofreram quedas fortes, enquanto os “spread” e os ‘credit default swaps' (CDS) das dívidas públicas, subiram significativamente. O euro caiu abaixo de 1,20 dólares, o valor mais baixo desde Março de 2006.

A Bolsa de Nova Iorque abriu em queda, segundo os analistas, influenciada não só pelas declarações dos governantes húngaros, mas também pela evolução do desemprego nos EUA. No último mês o emprego cresceu muito ligeiramente e somente devido às pessoas empregadas nos inquéritos para o Censos 2011.

Os juros da dívida portuguesa voltaram a subir, elevando o “spread” face aos juros da dívida da Alemanha para 250 pontos base.

Entretanto, o Presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, encontrou-se com o presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, para pedir ajuda à instituição.