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“Governo quer disfarçar na campanha o gigantesco buraco do Novo Banco”

Catarina Martins participou num encontro com sindicalistas e ativistas laborais em Lisboa e acusou o governo de adiar para depois das eleições o “gigantesco buraco” da resolução do BES, com o adiamento do fracassado processo de venda.
Foto Paulete Matos.

“Depois do governo nos ter dito que o Novo  Banco não ia custar um tostão aos contribuintes, hoje vemos como a forma como foi feita a resolução do BES está a custar tanto aos contribuintes”, afirmou Catarina Martins esta sexta-feira, logo após o Banco de Portugal ter anunciado o adiamento da venda do Novo Banco, ao ver  fracassada a segunda tentativa, desta vez com o grupo chinês Fosun.

A comunicação oficial do Banco de Portugal diz que o resultado das negociações será divulgado em momento oportuno. Para Catarina Martins, o que é “oportuno é tentar disfarçar antes das eleições o gigantesco buraco que está a ser feito no bolso dos contribuintes com este processo de resolução e esta venda que o governo está a tentar fazer”. O governador do Banco de Portugal, que deu a cara pelo governo em todo o processo, também não foi poupado: “O sonho da direita de um governo, uma maioria e um presidente conta também agora com um banco central no bolso”, afirmou Catarina Martins.  

O almoço/debate desta sexta-feira contou com mais de uma centena de apoiantes do meio sindical e do trabalho e contou com intervenções do mandatário da candidatura, António Chora, do especialista em direito do trabalho Jorge Leite, e da deputada e candidata do Bloco por Beja, Mariana Aiveca.

"A dignidade de quem trabalha está no centro da proposta do Bloco"

“Não temos dúvidas nenhumas de que ou a dignidade de quem trabalha está no centro da proposta ou sempre que nos falarem de alternativas estão a falar-nos de alguma coisa que não tem nada a ver com as nossas vidas”, afirmou Catarina Martins, criticando as “palavras ocas de competitividade ou crescimento que servem para o enriquecimento de alguns à conta de tantos e tantas”. “Sabemos que o emprego, salários, direitos do trabalho são a primeira condição da riqueza, do desenvolvimento do país, da defesa da economia e da democracia”, prosseguiu.

“Quando pomos o trabalho e os direitos do trabalho no centro da  nossa campanha, estamos a afirmar bem alto que não desistimos de um futuro com dignidade no nosso país”, acrescentou a porta-voz do Bloco, enunciando alguns dos temas fortes da campanha. Recuperar os rendimentos de quem trabalha, repor a contratação coletiva e travar o abuso da precariedade, bem como a redução do horário de trabalho e o direito à reforma com 40 anos de descontos são algumas das propostas que o Bloco apresenta nesta campanha eleitoral. No caso dos falsos estágios que se multiplicaram nos últimos anos, o Bloco propõe que só haja financiamento às empresas que empregarem com contrato metade dos estagiários que recebem com apoio do Estado.   

Leia aqui o manifesto e a lista de apoiantes da área sindical e laboral à candidatura do Bloco de Esquerda nestas legislativas.

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