Governo proíbe manif republicana no dia da proclamação do novo rei de Espanha

16 de junho 2014 - 0:30

A delegação do Governo espanhol em Madrid proibiu uma manifestação republicana pelas ruas da cidade por a considerar “incompatível” com as medidas de segurança previstas. Coordenadora Republicana defende que “o exercício de direitos políticos fundamentais como o de manifestação é irrenunciável”.

PARTILHAR
Manifestante exibindo a bandeira republicana espanhola.

A Coordenadora Republicana de Madrid convocou para a próxima quinta-feira, dia da proclamação do novo rei Felipe VI, uma concentração para as Puertas del Sol, depois da Delegação do Governo (equivalente aos extintos governos civis portugueses) na capital ter proibido uma manifestação, nessa mesma data, nas ruas da cidade.        

A concentração será às 12horas, pouco depois do ato de proclamação no Congresso dos Deputados, altura em que está previsto que o monarca percorra de carro com a sua esposa, então rainha Letizia, algumas das principais artérias da capital para se dirigir até ao Palácio Real.

Segundo explicação da Coordenadora Republicana, através de um comunicado de imprensa, a delegação do Governo em Madrid não autorizou a marcha solicitada (desde as Puerta del Sol até Neptuno passando pela Plaza de Cibeles) por ser “incompatível” com as medidas de segurança previstas para o dia da proclamação.

A organização republicana criticou a delegação por não ter sequer proposto um trajeto alternativo para a manifestação e disse estar numa “situação de impotência” por lhes estar a ser  “negado o direito à manifestação num momento político chave”. “O exercício de direitos políticos fundamentais como o de manifestação é irrenunciável, ainda mais numa altura em que se pretender colocar alguém na chefia de Estado que não foi eleito pelo povo”, argumentam.