No fim da cimeira do grupo dos 20 países mais ricos do mundo, realizada no Canadá, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou que todos os países se comprometeram a reduzir pela metade os seus défices até 2013. Já a criação de um imposto global sobre transacções financeira não foi aceite por todos os representantes. França, Alemanha e Reino Unido, prometem avançar unilateralmente com este imposto.
A decisão pela redução do défice foi bastante comemorado pela Alemanha, "Estamos muito contentes por constar na declaração final, de forma inequívoca, a necessidade de os países desenvolvidos cortarem os seus défices até 2013, começando a reduzir a dívida a partir de 2016.", afirmou Merkel, o que contrastou com o receio expresso pelos líderes dos países emergentes.
O ministro da Economia do Brasil, Guido Mantegna, criticou a prioridade dada pelos europeus à questão do défice. "Em vez de estimular o crescimento, eles prestam mais atenção aos equilíbrios orçamentais", disse. Posição semelhante a adoptada pela China, "Temos de agir de uma forma cautelosa, quanto ao timing, ao ritmo e à intensidade com que abandonarmos as políticas de estímulo à economia.", afirmou o presidente chinês, Hu Jintao.
No documento final do encontro, os países do G20 apelam aos países emergentes "que têm excedentes", para que contribuam para o combate à crise, adoptando "taxas de câmbio mais suaves", um apelo com destino certo, a China.