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Exploração laboral é primeira causa do tráfico humano

Ao contrário do que acontecia anteriormente, a Organização Internacional das Migrações (OIM) conclui, num estudo divulgado esta semana, que a exploração laboral foi, em 2011, a primeira causa do tráfico humano, ultrapassando a prostituição, que justificou 27% do tráfico.

Mais de 50% de todas as vítimas de tráfico que passaram, em 2011, pelos gabinetes da Organização Internacional das Migrações (OIM) foram vítimas de exploração laboral, com a agricultura, a construção, a indústria mineira, a pesca e os serviços domésticos a dominarem a lista de setores para onde estas pessoas foram encaminhadas.

O estudo revela que 3.014 das 5.498 pessoas atendidas nos 150 escritórios da OIM em todo o mundo foram vítimas de exploração laboral. Na maioria dos casos, a exploração é camuflada como trabalho legal e contratual e ocorre em condições extremamente degradantes.

As mulheres representaram 62% dos casos atendidos pela organização,  incluindo casos de exploração sexual, que justificam 27% do total de casos, exploração do trabalho e a combinação das duas formas.

Os principais países de destino do tráfico de seres humanos foram a Rússia, o Haiti, o Iémen, a Tailândia e o Cazaquistão. Na Europa, Portugal é um dos pontos de destino ao lado da Alemanha, Itália e Espanha. Todos recebem um "número significativo de migrantes do Cone Sul e particularmente dos países andinos".

Migrantes originários de Angola e Moçambique estão na lista dos refugiados africanos, caribenhos e asiáticos que se movimentam para a Europa ou transitam pela América do Sul a caminho dos Estados Unidos e Canadá.

Mediante a ausência de indicadores fidedignos que possam dar uma verdadeira dimensão do tráfico humano à escala global, a instituição estima que, nos últimos dez anos, nove milhões de pessoas foram vítimas deste crime. A OIM prevê ainda que as redes criminosas ganham 24,6 mil milhões de euros por ano com o tráfico.

 

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