Até Abril de 2011, e apesar de nos encontrarmos num momento de recessão e de diminuição do rendimento das famílias e de aumento exponencial do desemprego, o Estado português poupou 184 milhões de euros em prestações e apoios sociais em comparação com o mesmo período de 2010.
De acordo com os dados da execução orçamental divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), o subsídio de desemprego, em resultado da redução do valor desta prestação e da introdução da nova lei de condição de recursos, registou uma quebra de 8,7%.
A limitação do acesso ao abono de família, através da eliminação dos dois escalões mais elevados, e o fim da majoração desta prestação, resultou numa diminuição do número de crianças abrangidas. Em seis meses, 645 mil crianças e jovens deixaram de receber o abono, sendo que, nos primeiros três meses do ano, o governo gastou menos 30% face ao mesmo período do ano passado.
No que concerne ao Rendimento Social de Inserção, a verba despendida sofreu um corte de 51 milhões de euros.