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Espanha: Esquerda une-se por uma alternativa ecologista

“Última chamada” é o título de um manifesto que reclama por propostas de mudança mais audazes para enfrentar a crise ecológica, que afeta todos os setores da sociedade e provoca profundas injustiças sociais. O documento conta com o apoio de mais de 250 académicos, intelectuais, cientistas, ativistas e dirigentes políticos.
“Na melhor das hipóteses, temos cinco anos para lançar um debate alargado e transversal sobre os limites do crescimento, e para construir alternativas ecológicas, energéticas e democráticas, que sejam rigorosos e viáveis ao mesmo tempo".

“Estamos encalhados numa dinâmica perversa de uma civilização que se não cresce não funciona, e se cresce destrói os recursos naturais que a tornam possível”, explica o manifesto.

Esgotam-se os recursos naturais e energéticos e rompem-se os equilíbrios ecológicos da Terra. A crise ecológica não pode esperar nem é um tema lateral, é o mote das reivindicações.

“Para vencer este desafio não bastam medidas cosméticas do desenvolvimento sustentável, nem a mera aposta em tecnologias eco-eficientes, nem numa suposta “economia verde” que encobre a mercantilização generalizada dos recursos naturais”. No manifesto é sublinhada a necessidade de uma grande transformação que rompa com as inércias do modo de vida capitalista, baseado no consumo e nos interesses dos grupos económicos privilegiados.

Pensadores e escritores, representantes dos movimentos sociais, feministas, académicos, dirigentes sindicais e dos partidos políticos subscreveram este documento aberto que pretende chamar a atenção sobre a oportunidade e a atualidade deste debate.

O manifesto faz referência ao “despertar da dignidade e democracia que sustenta o 15M” [movimento dos indignados] e que “está a criar um processo constituinte que abre possibilidades para outras formas de organização social”.

Mas, é fundamental que os projetos alternativos tomem consciência das implicações que supõem os limites do crescimento e desenhem propostas de mudança bem mais audazes, reclama o documento. “As antigas receitas já não têm validade, a crise do regime e a crise económica só poderá ser superada se, ao mesmo tempo, superar a crise ecológica”.

“Última chamada”, sublinha a urgência desta grande transformação. “Na melhor das hipóteses, temos cinco anos para lançar um debate alargado e transversal sobre os limites do crescimento, e para construir alternativas ecológicas, energéticas e democráticas, que sejam rigorosos e viáveis ao mesmo tempo".

O manifesto, que pretende abrir um amplo debate nos projetos sociais e políticos em construção, aspira ganhar uma maioria para a mudança de modelo económico, energético, social e cultural. cultural.

Ada Colau, Alberto Garzón, Antonio Turiel, Antonio Valero, Arcadi Oliveres, Belén Gopegui, Cayo Lara, Enric Duran, Esther Vivas, Ferrán Puig Vilar, Florent Marcellesi, Joan Herrera, Joan Martínez Alier, Joaquín Araujo, José Manuel Naredo, Juan Diego Botto, Juantxo López de Uralde, Justa Montero, Marina Albiol, Olga Rodríguez, Pablo Iglesias Turrión, Teresa Forcades, Teresa Rodríguez, Xosé Manuel Beiras, Yayo Herrero, entre muitos outros, figuram na lista de personalidades que subscrevem o documento.

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