Entregue pedido de adesão do Estado da Palestina à ONU

27 de julho 2011 - 17:44

“Chegou a hora da independência da Palestina” afirmaram os representantes dos territórios palestinianos ao Conselho de Segurança da ONU. 120 países do Médio Oriente, África, Ásia e América Latina apoiam a iniciativa. Israel e EUA opõe-se veementemente. Avaaz.org tem petição que já recolheu mais de 500.000 assinaturas em apenas quatro dias.

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Queremos um Estado Palestiniano

O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, anunciou que no próximo dia 4 de Agosto será realizada uma reunião em Doha com especialistas da Liga Árabe para redigir o pedido de adesão à ONU.

Perante o Conselho de Segurança da ONU, os representantes palestinianos nas Nações Unidas declararam nesta terça feira que o reconhecimento da Palestina como um estado membro da ONU abrirá o caminho da paz.

Riyad Mansour, representante palestiniano na ONU, sublinhou que “chegou a hora de acabar com a ocupação israelita, chegou a hora da independência da Palestina e de que Palestina e Israel vivam um juntamente com o outro em paz e segurança”. Mansour pediu à comunidade internacional o reconhecimento do Estado da Palestina com as fronteiras anteriores a 1967 e realçou que este reconhecimento conta com o apoio de 120 países. Mansour disse ainda que “a solução de dois Estados será inevitável se a Palestina for admitida como membro de pleno direito da ONU”, acrescentando que “esta solução poderia convencer finalmente Israel, o poder ocupante, de que o mundo recusa completamente a sua ocupação e a opressão do povo palestiniano”.

Entretanto, a organização Avaaz salienta que “Portugal, França, Espanha, Alemanha, Reino Unido e o Alto Representante da União Europeia estão indecisos quanto à soberania palestiniana” e lançou uma petição, que já recolheu mais de 500.000 assinaturas em apenas quatro dias e pretende recolher 750 mil, apelando “às lideranças da França, Espanha, Alemanha, Portugal e Reino Unido, ao Alto Representante da UE e a todos os países-membros da ONU”, a que apoiem a proposta legítima de reconhecimento do Estado palestiniano.