Duas manifestações esta quinta em frente ao MEC

25 de setembro 2014 - 2:41

Professores e alunos da António Arroio e os docentes precários que lutam contra os resultados da Bolsa de Contratação de Escola (BCE) juntam-se esta quinta-feira diante do MEC em Lisboa. A Escola de Música do Conservatório fará protesto no dia 1 de outubro.

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Professores pedem demissão de Crato. Foto de Paulete Matos

Os professores e a comunidade escolar da Escola Secundária Artística António Arroio manifestam-se esta quinta-feira, com concentração diante da escola às 14h. Às 15 partirão a pé para o Ministério da Educação para protestar contra os cortes na educação, nomeadamente no ensino artístico da António Arroio, onde o início das aulas não ocorreu ainda pela falta de colocação de professores.

O protesto será também contra as obras inacabadas na escola. Os manifestantes sabem que o ministério tem dinheiro para outros bens não tão essenciais. E apelam:

“Venham de preto, tragam o vosso espírito Arroiano e português. Juntos fazemos a força".

“Venham de preto, tragam o vosso espírito Arroiano e português. Juntos fazemos a força"

O nosso intuito é demonstrar que estamos de luto, intercalando na marcha para s ministério gritos que alertam para a injustiça que passamos, e em frente ao ministério colocando um caixão com mensagens fortes. Algo que diga que com estas medidas do governo a arte e a cultura estão à beira da morte. Vamos ler um poema, vamos fazer contraste entre silêncio e ruído demonstrando o nosso impacto, vontade e força.

Novo 'Meet' no MEC

No mesmo dia, e também às 15h, protestam também os professores contratados (precários) contra os resultados da Bolsa de Contratação de Escola que, por um erro matemático da fórmula adotada pelo MEC para elaborar a ordem das listas, prejudicou gravemente muitos docentes. O ministro Nuno Crato teve de reconhecer o erro, ao comparecer ao Parlamento, mas ainda nada fez para corrigir as listas de colocação.

Escola de Música do Conservatório

A história repete-se na Escola de Música do Conservatório. Ainda não há uma previsão para o início das aulas de música nesta escola. Em causa está a contratação de 47 professores, através do Concurso de Contratação de Escola, ao qual os docentes ainda estão a concorrer e que, para a diretora da escola, devia ter aberto mais cedo. “Não há condições para abrir as aulas de música. É uma impossibilidade prática”, disse Ana Mafalda Pernão, acrescentando que para garantir que, para o ano, não aconteçam “os mesmos atrasos”, está marcada uma manifestação a 1 de Outubro em frente ao Ministério da Educação e Ciência (MEC).

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