Destruição de emprego continua imparável

01 de março 2013 - 15:19

Eurostat assinala novo recorde de desemprego em Portugal: 17,6%, mais três décimas que em janeiro e um crescimento superior ao da UE. Desemprego jovem está nos 38,6%. Mais da metade dos desempregados não recebem um cêntimo de subsídio de desemprego.

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Os números de janeiro agora divulgados pelo Eurostat ultrapassam a previsão de 17,3% que a Comissão Europeia apresentou para este ano. Foto de Paulete Matos

O Eurostat divulgou esta sexta-feira os dados do desemprego que mostram nova subida em Portugal, de mais três décimas, situando-se agora nos 17,6%, novo recorde, como vem acontecendo todos os meses.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa de desemprego nos 27 Estados-membros foi de 10,8% em janeiro, um ligeiro agravamento em relação aos 10,7% de dezembro de 2012.

Em janeiro do ano passado, o desemprego em Portugal era de 14,7%, subindo assim 2,9 pontos percentuais.

Portugal continua a ter a terceira maior taxa de desemprego dentro da Zona Euro, atrás apenas da Grécia e Espanha.

Há três semanas, o Instituto Nacional de Estatística divulgara o índice de 16,9% durante o último trimestre de 2012, atingindo assim as 923 mil pessoas. Os números de janeiro agora divulgados pelo Eurostat ultrapassam a previsão de 17,3% que a Comissão Europeia apresentou para este ano.

Desemprego jovem nos 38,6%

A taxa de desemprego nos jovens com menos de 25 anos em Portugal aumentou 0,3 pontos percentuais em relação a Dezembro, para os 38,6%, anulando os últimos dois meses de queda. Em Novembro e Dezembro, este valor caíra para os 38,5 e 38,3%, respetivamente.

Em comparação com os 34,6% de Janeiro de 2012, o desemprego jovem aumentou 4 pontos percentuais. A média da Zona Euro encontra-se nos 24,2%, mais 0,2 pontos percentuais do que em Dezembro e Novembro.

Governo diz que era expectável

Tal como acontece todos os meses, o governo reagiu à nova destruição de empregos dizendo que era expectável. O secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, atribuiu ao fator de sazonalidade e pôs a culpa no aumento contínuo do desemprego na Europa.

E voltou a repetir o que o governo sempre tem dito: que isto “não significa que o valor no final do ano seja este, uma vez que o fator de sazonalidade" pode alterar a estatística.

Recorde-se que são mais de metade os desempregados e as desempregadas que não têm qualquer cêntimo de subsídio de desemprego, que mais de 300 mil não têm qualquer apoio social, nem sequer o rendimento social de inserção.