“Na Grécia, a subida do extremismo de direita e do Aurora Dourada é consequência dos três anos a que o país tem estado submetido ao memorando” da troika, denunciou Chountis, eleito pelo Syriza. “Existe uma vastidão de sofrimento e de falta de esperança na Grécia”, acrescentou, “e são as pessoas comuns que pagam a crise através de cortes nos seus salários e pensões, do encerramento de escolas e hospitais, das violações a que estão sujeitas todos os dias por políticos apenas interessados em pagar a dívida”.
Nicolaos Chountis sublinhou que, por outro lado, existe “um combate permanente tanto contra o memorando como contra o fascismo na Grécia” e no GUE/NGL “acreditamos que a maneira de enfrentar este problema terá de ser ideológica”.
Georgios Toussas, eleito pelo Partido Comunista Grego (KKE), definiu o grupo Aurora Dourada como “uma criminosa organização nazi que congrega assassinos e tortura trabalhadores e imigrantes”.
Toussas respondeu directamente a eurodeputados que no plenário do Parlamento Europeu defendem grupos como o Aurora Dourada e reclamam que o debate deve envolver também o chamado “extremismo de esquerda”. O “bando criminoso Aurora Dourada”, disse, “demonstra como é perigoso igualar fascismo e comunismo; esta teoria iliba o fascismo e justifica-o, quando o fascismo é o braço armado da exploração inerente ao sistema capitalista”.
Georgios Toussas advertiu que “os grupos fascistas estão a ganhar terreno em toda a Europa e temos de os enfrentar”.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.