"O desemprego é um flagelo que afeta grande parte das famílias portuguesas. Neste momento, mais do que constatar, é preciso agir, identificando o problema e apresentando soluções porque hoje, mesmo aqueles que têm emprego, não têm a segurança de amanhã o continuarem a manter e correm o risco de ficar na situação de 1,2 milhões de pessoas de desemprego real em Portugal”, avançou o secretário geral da CGTP, Arménio Carlos, durante um conferência de imprensa realizada esta segunda feira.
Esta será uma “acção que envolverá os desempregados, os jovens à procura do primeiro emprego, os trabalhadores que perderam os postos de trabalho devido ao encerramento das empresas e que continuam há anos a aguardar o pagamento dos créditos que lhes são devidos (salários em atraso e indemnizações); os que se encontram com salários em atraso e sujeitos ao lay-off; os das empresas em perigo de encerramento”, esclarece a inter sindical no seu site.
A CGTP propõe 10 medidas de combate ao desemprego, entre as quais o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) e das prestações sociais, como forma de promover o consumo interno e dinamizar a economia; o reforço do papel dos centros de emprego; a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais; a revogação da legislação laboral; uma fiscalização mais apertada; o prolongamento da atribuição do subsídio social de desemprego a todos os desempregados sem proteção social; e a criação de um imposto extraordinário que desincentive a distribuição de dividendos por parte das empresas e a transferência de mais valias para o exterior, incentivando a recapitalização das empresas e a criação de emprego permanente.
Primeiro ministro “está a lixar-se” para os portugueses
“O primeiro-ministro está a lixar-se para os portugueses, senão, se estivesse preocupado com os portugueses, com certeza já tinha invertido as políticas que neste momento são responsáveis pelo aumento da austeridade e dos sacrifícios”, afirmou Arménio Carlos, esta terça feira, durante uma conferência de imprensa conjunta com o dirigente da UGT, João Proença, e a Secretária-geral da Confederação Europeia de Sindicatos, Bernadette Ségol.
O representante da CGTP adiantou ainda que “a última consolidação orçamental vem provar que tudo o que foi feito não está a resultar” e que, “mesmo que o défice atinja os 4,5% no final do ano, é caso para perguntar se por esta via o país está mais desenvolvido, tem perspectivas de crescer economicamente, perspectivas de criar mais e melhor emprego e de dividir melhor o rendimento”.