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A CGTP anunciou no final do desfile deste 1º de Maio a realização de duas manifestações no próximo dia 19, em Lisboa e no Porto, contra “a ingerência da UE e do FMI”.
Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, anunciou na Alameda, em Lisboa, as duas manifestações contra as medidas que venham a ser impostas pela ‘troika’ que está a preparar o plano de resgate ao país.
“É por estas exigências, e contra as medidas que nos querem impor, que convocamos os trabalhadores e as trabalhadoras, os jovens, os pensionistas e reformados para uma ampla participação nas duas grandes manifestações que vão ter lugar no dia 19 de Maio”, disse o dirigente da central sindical, que apelou a uma grande participação nestes protestos, para mostrar que “o país tem alternativas”.
No seu discurso, Carvalho da Silva denunciou ainda os grupos Jerónimo Martins e Sonae, que forçaram os trabalhadores dos supermercados Pingo Doce e Continente a trabalhar neste feriado, só para romper uma tradição histórica dos trabalhadores.
Milhares de manifestantes desfilam debaixo de chuva na Avenida Almirante Reis em direcção à Alameda, em Lisboa, ao som de palavras de ordem como “Não queremos aqui o FMI” ou “Maio está na rua, a luta continua”.
O desfile do Mayday, que reuniu jovens precários, intermitentes do espectáculo e imigrantes, entre outros, juntou cerca de mil pessoas que se concentraram no Largo Camões e desfilaram até ao Martim Moniz, atrás de uma faixa que dizia: “O FMI fora daqui”, juntando-se então à manifestação da CGTP.