Em resposta à questão de um eurodeputado do Syriza sobre a privatização da companhia das águas e saneamento de Salónica, o comissário dos Assuntos Económicos Olli Rehn respondeu que "as escolhas sobre as empresas, o grau e a ordem das privatizações de empresas e bens públicos é da exclusiva responsabilidade dos Estados-membros, tendo em conta as dificuldades que enfrentam e os objetivos que definiram". Ou seja, Bruxelas descarta responsabilidades na privatização das águas gregas, empurrando-as para o governo da coligação da Nova Democracia com o PS grego.
A privatização das águas na Europa tem estado debaixo da crítica dos cidadãos, com a Iniciativa de Cidadania Europeia "A Água é um Direito Humano" a conseguir reunir mais de um milhão e meio de assinaturas. O objetivo é o de consagrar na legislação comunitária o direito à água e ao saneamento, reconhecido pelas Nações Unidas; promover o acesso de todos os cidadãos à água e ao saneamento; impedir a liberalização dos serviços públicos e exigir que a União Europeia contribua e desenvolva mais esforços para todos os seres humanos tenham acesso à água e ao saneamento.
Para a iniciativa ser aceite é necessário que recolha mais de um milhão de assinaturas, com um limite mínimo necessário em pelo menos sete países. Tanto o número de assinaturas como o limite por país já foram ultrapassados, se bem que Portugal ainda esteja a 6 mil assinaturas de atingir o objetivo de 16500 assinaturas, tendo até dia 9 de setembro para o conseguir.
A Inicativa está disponível para subscrição online aqui.