Bloco pede mais fiscalização depois de 4 mortes nas novas estradas

09 de agosto 2010 - 17:15

O Bloco de Esquerda reivindicou, esta segunda-feira, mais fiscalização e actuação preventiva da ACT nas obras das novas estradas transmontanas, onde em menos de dois meses morreram quatro trabalhadores.

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Os acidentes de trabalho que motivaram esta posição ocorreram nas obras da concessão do Douro Interior que integra o IP2 e o IC5, no Distrito de Bragança e norte do Distrito da Guarda.

Esta sucessão de acidentes de trabalho revela, para o Bloco, “falta de prevenção”, pelo que exige “uma maior promoção para a segurança e saúde no trabalho, bem como uma melhor fiscalização por parte das autoridades competentes”.

O Bloco de Esquerda lamenta as mortes e “reivindica da Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) um reforço da sua intervenção preventiva, para além do apuramento de responsabilidades após os acidentes”, afirma em comunicado.

Os acidentes de trabalho que motivaram esta posição ocorreram nas obras da concessão do Douro Interior que integra o IP2 e o IC5, no Distrito de Bragança e norte do Distrito da Guarda.

O Bloco de Esquerda exige também que “rapidamente se esclareçam as causas do acidente e celeridade nas indemnizações das famílias dos trabalhadores”.

Além disso, os bloquistas de Bragança sublinham em comunicado que “a mobilidade é hoje um factor crítico para quem vive longe dos centros urbanos do litoral”, um factor que “pesa decisivamente para quem tem tudo tão longe da sua vida, como o emprego, os serviços públicos e a cultura”.

Neste sentido, o Bloco lembra que sempre defendeu a construção destas novas estradas como “empreendimentos essenciais às populações do Interior do País”. No entanto, destaca, o Estado tem de dar o “exemplo” na segurança das suas obras.