O coordenador da comissão política do Bloco intervirá numa iniciativa promovida pelo maior partido da Syriza, coligação de esquerda da Grécia.
Sobre a sua intervenção, Francisco Louçã disse à Lusa: “Eu vou falar de Portugal, mas vou falar sobretudo do que nós, como europeus, temos de fazer, porque acho que estamos numa situação muito perigosa hoje, quem manda na Europa está a destruir a Europa”.
Sobre a situação portuguesa, Louçã disse que é “perigosíssima do ponto de vista social, porque se as medidas conduzem à recessão, que é o que aconteceu na Irlanda, na Grécia, então depois vão ser tomadas outra vez outras medidas ainda mais graves para continuar a recessão, nós temos de sair do inferno recessivo e temos de ter capacidade de pôr as prioridades no sítio certo”.
Em alternativa, Francisco Louçã aponta:
“As medidas económicas têm de ter outra prioridade, que é criar emprego, criar qualificação, criar produção, exportação, economia sustentável, é aí que tem de estar a grande diferença. O Governo português, como outros, abdicou totalmente desse projecto, de uma solução de fundo para os problemas nacionais e, por isso, leva o país para o abismo da recessão”.
Neste sentido, os novos cartazes do Bloco, lembrando que em cada dia três milhões de euros escapam ao fisco, interroga “E os bancos porque não pagam?”.