Esta terça-feira, no Pinhal Novo, Francisco Louçã criticou fortemente a proposta de Pedro Passos Coelho para criação de tectos máximos para descontos para a Segurança Social.
Para Louçã, com a proposta do lider social-democrata, "deixamos de ser todos por todos, a garantir a reforma de quem trabalhou a vida inteira. Só interessa o apelo, o pedido, o desespero do capital financeiro que entende que aqui está o dinheiro que lhe garante o seu lucro futuro”.
O coordenador bloquista alertou para os perigos da privatização da Segurança Social, afirmando que o dinheiro das reformas, 30 mil milhões de euros, representa “quase 20% do PIB português e o PSD entende que esse dinheiro tem que ir direitinho para a especulação”.
A proposta do líder social-democrata permitiu, segundo afirmou Louçã, marcar alguma diferença entre os três maiores partidos - PS, PSD e CDS/PP - , que definiu como “os partidos do FMI”.
A necessidade de uma auditoria às contas públicas e o facto de as próximas eleições legislativas serem também uma espécie de referendo às políticas dos partidos que aceitam o jugo do FMI e dos que o rejeitam, caso do Bloco e do PCP, foram outras das questões abordadas pelo coordenador bloquista.