“O mais importante para nós neste momento seria a aprovação do matadouro público e que este fosse para a frente. E é claro que a questão do banco de terras também é prioritária, porque a maioria dos produtores de gado do Algarve não têm terras próprias e (a criação do banco) era óptimo porque já se conseguia aumentar o encabeçamento do gado e recorrer a ajudas comunitárias”, afirmou Rita Guerreiro, representante da Associação de Criadores de Gado do Algarve (ASCAL).
Segundo a agência Lusa, a afirmação foi feita após uma reunião em Silves com o deputado Pedro Soares do Bloco de Esquerda, para debater o projecto de lei que prevê a criação de um banco público de terras agrícolas para arrendamento rural.
Segundo Rita Guerreiro, “cerca de 40 por cento dos criadores não têm terras próprias e andam em baldios e terrenos arrendados a outras pessoas, tendo simplesmente autorização para pastorear”, pelo que a criação de um banco público abriria perspetivas de acesso a mais terras.
De acordo com a Lusa, a representante da ASCAL considera prioritário para o Algarve a existência de um matadouro para evitar que os produtores tenham de abater o gado fora da região, já que o único matadouro existente foi encerrado pela ASAE em 2007.
Pedro Soares informou que o Bloco de Esquerda apresentou um projecto de resolução que recomenda ao Governo “que inicie estudos para a implantação de um matadouro público no Algarve”. Este projecto será debatido e votado no plenário da AR, na próxima quarta feira e, se for aprovado, o próximo governo poderá iniciar o processo para criar um matadouro público na região e evitar que os produtores algarvios tenham que se deslocar a Beja, Setúbal ou Montijo para fazer o abate dos animais.