A organização da manifestação ibérica pelo fecho de Almaraz no dia 11 de junho, em Cáceres, anunciou hoje, quinta feira, que já estão mais de 500 pessoas incritas para ir à manifestação, vindas de Portugal. A estes manifestantes juntar-se-ão as pessoas do Estado Espanhol. Almaraz é a central nuclear mais antiga do Estado Espanhol e localiza-se a cerca de cem quilómetros da fronteira com Portugal. A central nuclear iniciou o seu funcionamento no início dos anos 1980 e, apesar das várias avarias que já teve, o governo espanhol prolongou o seu funcionamento até 2020.
A parte portuguesa da organização da manifestação anunciou o encerramento das inscrições para os autocarros para a manifestação pelo fecho da central nuclear de Almaraz. De Portugal, haverá autocarros a sair de Lisboa, Almada, Santarém, Setúbal, Évora, Aveiro, Porto, Castelo Branco, Viseu, Faro, Niza, Elvas, Guarda, Leiria e Coimbra. A organização apela neste momento a quem vá de transporte particular que o anuncie na página de facebook do evento para quem não tem meio de transporte poder combinar boleias.
O programa para o dia de sábado vai constar de um momento lúdico de exposição antinuclear, bancas de informação, artesanato, pinturas para crianças, ateliers de contos e teatro entre as 12 e as 14h. Seguir-se-á, entre as 16 e as 17h, um momento de microfone aberto para os coletivos. Ainda antes da manifestação, entre as 17 e as 19h, haverá concertos com as bandas Nível Freático, Cláxon, Dr. Olmedo, Raúl y su guitarra. Por último, às 19h, decorrerá a manifestação propriamente dita.
Na sua página de facebook, a plataforma "fechar Almaraz, descanse em paz" lançou o seguinte vídeo, em que explica por que é que o funcionamento da central é uma ameaça para os dois países e por que motivo afirmam que a central é inútil e perigosa.