A “solidariedade entre os povos é uma arma nas nossas mãos”. "É tempo de “coordenar as nossas lutas” e de “dizer bem alto que não vamos fazer mais sacrifícios em nome dos patrões, dos bancos”, afirmam os promotores da iniciativa no facebook, adiantando que é tempo de “dizer bem alto que não vamos pagar uma dívida que não é nossa!”.
“A Grécia e Portugal estão na mesma situação económica e partilham um futuro comum”, sendo que “é necessário que o povo português se levante e manifeste a sua solidariedade para com o povo grego e para com todas as lutas sociais na Europa”, realçam os estudantes.
Para estes jovens, o novo memorando aprovado pelo parlamento grego no dia 12 de fevereiro, “que institucionaliza o resgate dos bancos, aos homens de negócios e ao euro e, por outro lado, sacrifica o povo aos deuses da especulação” representa a “morte da sociedade”.
“A resposta à crise estrutural do capitalismo por parte do capital, da banca e do estado burguês é a completa demolição de qualquer direito laboral e social por forma a salvar os seus lucros e o sistema em si”, destacam.
Os estudantes gregos sublinham ainda que a população grega, apesar da intensa repressão a que é sujeita e do silêncio dos media, continua, corajosamente, a rebelar-se contra esta política de “intimidação social”.
“Não há nenhuma outra solução que não a luta social numa sociedade onde não se vislumbra futuro para os trabalhadores e a juventude”, realçam os promotores da iniciativa.