15 Associações de Estudantes aderem à manifestação de 22 de novembro

20 de novembro 2012 - 15:58

Até à data, 14 Associações de Estudantes do ensino superior já confirmaram a sua adesão à manifestação de dia 22 de novembro. Os estudantes reivindicam a reposição do passe escolar, um regulamento de atribuição de bolsas e uma Ação Social mais justos, mais financiamento para as instituições de Ensino Superior e o fim dos consecutivos aumentos das propinas.

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Foto de Paulete Matos.

A manifestação dos estudantes “contra um orçamento que arruína o ensino superior”, agendada para dia 22 de novembro, quinta feira, pelas 14h, e que percorrerá as ruas entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República, contará com a presença de 15 Associações de Estudantes (AE's) do ensino superior.

Até à data, já confirmaram a sua presença as AE's da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Escola Superior de Educação do Porto, Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, Faculdade de Psicologia e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Faculdade de Direito da Universidade do Porto, Escola Superior de Teatro e Cinema, Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa e Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

No Manifesto de convocatória da iniciativa, publicado no facebook, os estudantes alertam para o facto de os custos do Ensino Superior serem “incomportáveis para os estudantes e para as suas famílias” .

“Portugal é um dos países em que maior percentagem do rendimento é destinada a custear as despesas de frequência do Ensino Superior”, sublinham, adiantando que o aumento das propinas, “associado ao aumento do custo de vida e às dificuldades das famílias, tem levado a um enorme aumento da taxa de abandono escolar”.

Segundo defendem, “a Ação Social não chega”, sendo que “os cortes nas bolsas de estudo associados a um Regulamento de Atribuição de Bolsas injusto põem em causa aquilo que é um direito - o ensino para todos”.

Acresce que o número de estudantes que recorrem a empréstimos bancários “aumentou de 1,6 por cento, em 2004/2005, para 4,9% no último ano letivo” e que, “segundo a SPGM, 12 mil estudantes já devem 200 milhões de euros à banca em empréstimos bancários para estudar”.

Os estudantes referem ainda que “o fim do desconto generalizado nos transportes para estudantes significou aumentos até mais de 100 %, o que agravou as dificuldades das famílias, condiciona fortemente a mobilidade dos estudantes e põe em causa o acesso ao ensino”.

Neste manifesto, que será entregue no final da manifestação a todos os grupos parlamentares, os estudantes reivindicam a reposição do passe escolar, um regulamento de atribuição de bolsas e uma Ação Social mais justos, mais financiamento para as instituições de Ensino Superior e o fim dos consecutivos aumentos das propinas.

Imagem do rotator