“Querer cortar na escola pública é uma irresponsabilidade criminosa”

25 de janeiro 2013 - 19:26

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, em visita à Escola Básica do Bairro do Armador, acusou o Governo de ter lançado uma campanha contra o Estado Social.

PARTILHAR
Visita de Catarina Martins e Luís Fazenda à Escola Básica do Bairro do Armador. Foto de Paulete Matos

A coordenadora do Bloco de Esquerda, em declarações à Lusa, acusou o Governo PSD/CDS de "irresponsabilidade criminosa" ao querer "cortar quatro mil milhões de euros" na escola pública, entre outras despesas sociais do Estado.

"Querer cortar na escola pública, na educação, só tem um nome: é uma irresponsabilidade criminosa. O que estamos aqui a fazer é defender a escola pública, um instrumento fantástico de qualificação, de igualdade, de inclusão, em que cada pessoa paga conforme aquilo que ganha, porque paga nos seus impostos", disse Catarina Martins, no seguimento de uma visita à Escola Básica do Bairro do Armador, do agrupamento das Olaias, em Lisboa.

A deputada bloquista sublinhou que, "na altura de ter direito à educação, todos tem acesso ao mesmo, à escola digna e em condições, e essa é uma grande conquista da democracia".

"O Governo tem lançado uma campanha contra o Estado Social com o único propósito de cortar quatro mil milhões na despesa. Tem dito as maiores falsidades sobre a escola pública. Portugal gasta em educação 3,8 do seu Produto Interno Bruto (PIB) e a média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) é de mais de seis pontos percentuais", continuou.

Para Catarina Martins, "a proposta do Governo, que é privatizar a escola, segue o modelo usado na Suécia, país que durante tantos anos teve resultados melhores", mas que, "nos últimos 15 anos, precisamente por ter optado pela privatização, viu os seus resultados a descer e hoje tem resultados escolares piores do que os que há em Portugal".

Nesta Escola 55 por cento dos alunos estão no escalão máximo da ação social, e existem 32 nacionalidades diferentes entre o corpo estudantil.

Esta visita, que contou também com a presença de Luís Fazenda, foi a segunda de uma série que o Bloco de Esquerda irá realizar até 30 de janeiro, intituladas "Jornadas pelo Estado Social".