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“Apelo de Passos Coelho à união nacional é uma barbaridade”

A coordenadora do Bloco criticou em Braga o apelo de Passos Coelho à união nacional e afirmou: "Alguém que é capaz de dizer uma barbaridade destas não tem qualidade para chefiar um governo democrático". Catarina Martins disse também que “o governo pode ter a confiança do senhor presidente, mas não tem a de mais ninguém" e apresentou propostas de alternativa para o futuro do país.
A coordenadora do Bloco criticou em Braga o apelo de Passos Coelho à união nacional e afirmou: "Alguém que é capaz de dizer uma barbaridade destas não tem qualidade para chefiar um governo democrático" - Foto de Hugo Delgado/Lusa

Catarina Martins interveio neste sábado numa sessão do Bloco de Esquerda em Braga.

A coordenadora do Bloco começou por falar do “desfile de horrores” que constituiu a tomada de posse do governo, e afirmou: "Estava lá a senhora ministra 'swap', que nem secretária de Estado devia ser. Estava Paulo Portas, o ministro irrevogável e, como se não bastasse o horror que já conhecíamos, juntou-se mais um, Rui Machete". Sobre o novo ministro dos Negócios Estrangeiros a deputada disse: “Durante o tempo todo em que esteve no conselho superior da SLN/BPN achou que estava tudo a correr bem. Não sabemos se temos um ministro tremendamente míope, de tal forma que talvez seja perigoso tê-lo no governo, ou se temos um ministro que foi na realidade conivente com o maior crime de gangsterismo financeiro que houve em Portugal. Cinco mil milhões de euros do erário público que já se gastaram, mais mil milhões de euros a caminho do buraco do BPN”.

Catarina Martins considerou também que “não há governo novo”, de tal forma que a próxima semana também será “bizarra”, já que discutirá um moção de confiança ao governo anunciada pelo Presidente da República, “que fez tudo o que podia para segurar este governo e inventou até aquele termo da salvação nacional para salvar a sua direita”. “Diremos ao PR que este governo não merece a confiança do Bloco de Esquerda porque não merece a confiança do país”, afirmou Catarina Martins, salientando que o governo falhou, destruiu o país e “não fizeram nada do que prometeram fazer”.

Falando sobre o apelo de Pedro Passos Coelho à união nacional, a coordenadora do Bloco de Esquerda sublinhou que o primeiro-ministro "fez questão" de dizer que falava de "união" e não de "unidade" e disse: “Confesso que me interroguei. Será que temos um primeiro-ministro que é de tal forma inculto que não percebe que está a apelar ao partido único do Estado novo, da ditadura, ou será que esta é a única referência que ele tem?"

Catarina Martins referiu que "nenhuma das respostas será boa", realçou que "alguém que é capaz de dizer uma barbaridade destas não tem qualidade para chefiar um governo democrático" e sublinhou ainda: “Vivemos em democracia e dela não abdicamos. Não abdicamos da alternativa, não abdicamos da voz das pessoas”.

Por fim, a coordenadora do Bloco de Esquerda falou de alternativa, destacando que “a primeira alternativa para o futuro deste país é parar este governo, é parar a direita, é parar a austeridade”.

Apontou também a necessidade de renegociar a dívida, cujos encargos são “uma despesa que é quase do tamanho de todo o SNS, uma despesa que daqui a 2 anos será equivalente ao SNS mais a Escola Pública, uma despesa improdutiva, uma gordura imensa que está a asfixiar o nosso país”.

Catarina Martins salientou ainda que “a sensatez é renegociar a dívida” e “parar com o memorando da troika”, com o “ataque à vida das pessoas”, e “recuperar” salários, pensões e Estado Social.

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Comentários

Faltaria igualmente propor no programa do BE de maneira explicita a nacionalização dos 3 principais bancos do pais para além da CGD. Sem o controlo dos bancos, dificil será qualquer política económica.
Esta medida deve ser incluída numa lista das 40 medidas mais urgêntes a tomar por um governo de esquerda; medidas essas que deveriam serem apresentadas ao PCP para a criação duma aliança eleitoral com estas medidas como elemento central dum programa de governo. Explicado, clarificado e publicitado sem ambiguedades ao povo português.
Terminemos com o discurso de comentador político, com adjectivos, ironias e figuras retóricas. Os portugueses estão demasiado cansados da política como espectáculo.

Para poder nacionalizar os tres para lá da CGD tinha q dizer quais são. O único que é líquido nacionalizar é o BCP. O BES é do Dr. Salgado e da sua massa de cinta crítica, o Totta é do estrageiro e é um banco caro de nacionalizar. O BPI é da burguesia do norte.

Pode-se pôr lá o BANIF. Mas alguem quer arriscar?

Isto dá CGD + 1 e 1/2.
Sempre se executava o Berardo e mais uma data de especuladores...
Podia.s criar uma nova instituição Fundo Bancário Nacional para reunir activos menos produtivos de certas instituições.. a imagem do q se fez na irlanda..

Mas a boa bola era a seguinte:
um novo modelo de banco.
CGD - Banco Estatal Publico
BES - Banco do Dr. Salgado e da elite mais a Dona Colite
BPI - Burguesia do Norte q faz pela vida
Montepio - Mútua
Caixa Agricola - Caixas agricolas

Banco Milénio Nacional - Banco Público e com Share de Capital Dos Depositantes (novo modelo).

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