No segundo dia das jornadas parlamentares do Bloco de Esquerda, em Viana do Castelo, o debate sobre a crise económica e social continua. Os apoios sociais, em particular o reforço ao subsídio de desemprego, estão entre os principais temas em discussão. No último domingo o Bloco defendeu a criação de um Observatório da Pobreza e Exclusão Social e o alargamento para 14 meses do complemento solidário para idosos, algo que custaria ao Estado cerca de 24 milhões de euros.
No final de uma visita ao Banco Alimentar de Braga, realizada no último domingo, a deputada Helena Pinto afirmou que o alargamento do complemento solidário para idosos representaria “metade” do valor que o Bloco propõem cortar nas subvenções estatais aos partidos para campanhas eleitorais.
“Não custa tanto ao Estado como isso, [as propostas] quantificadas significam metade do corte que o BE propõe que se efetue na subvenção às campanhas eleitorais dos partidos políticos”, afirmou, a propósito das propostas do BE, que também quer que os rendimentos dos filhos dos beneficiários desta prestação social não tenham reflexo no cálculo do valor a atribuir.
No mesmo dia, num comício em Frossos, também no concelho de Braga, Francisco Louçã afirmou que nas próximas semanas, a batalha o Bloco trará ao Parlamento a medida sobre o subsídio de desemprego e vai apresentar alternativas contra o aumento dos impostos. Louçã lembrou que na próxima quarta feira será debatida e votada na Assembleia da República a proposta contra o aumento do escalão reduzido de IVA e que propõe, em contrapartida, a subida em um ponto percentual da taxa de derrama do IRC.