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O espanta-diabo

Eu presenciei o espanta-diabo do princípio ao fim, graças a uma feliz sequência de circunstâncias, e quero descrever tudo para os verdadeiros conhecedores e para os amadores do sério e do elevado, de acordo com o gosto nacional.

Apresentação de Ítalo Calvino: Entre os contos deste grande narrador russo (1813-95) há certamente outros que mereceriam, mais do que este, a definição de “fantástico”. Mas o ritmo de sarabanda infernal que anima esta narrativa, a transfiguração que os acontecimentos de uma noite assumem aos olhos de um jovem graças ao extraordinário poder de vitalidade de um rico pecador, a rapidez cativante com que uma história que parecia de danação se transforma em história de arrependimento e de salvação — mesmo como decorrência de um mesmo impulso —, tudo isso me fez optar por ela.

Como sempre ocorre em Leskov, é a “voz” do narrador que faz o conto; e este é um dos casos em que essa “voz ” consegue alcançar-nos, ainda que por meio de uma tradução.

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