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Quanto vale uma assinatura do vereador Manuel Salgado?

A proposta do vereador do Urbanismo para retirar a utilidade pública a oito prédios classificados no centro de Lisboa vai gerar mais-valias de 135 milhões para os novos donos e ali instalar ainda mais hotéis e habitação de luxo. O Bloco quer chumbar a medida.

As alterações propostas ao Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), com a desafetação de fim de utilidade pública de oito imóveis classificados vai contribuir para "um projeto de cidade em que apenas importam o turismo e a habitação de luxo”, defende o Bloco de Esquerda, apelando ao chumbo dessas alterações na Assembleia Municipal.

Para o grupo municipal bloquista, os edifícios em causa, ”pela zona da cidade onde estão situados e por estarem bloqueados a equipamentos de uso público, podiam servir e fixar a população de Lisboa, nomeadamente com a construção de creches, escolas, equipamentos de saúde, numa zona que concentra muito emprego e, portanto, muitas pessoas".

"Há uma criação de valor muito grande para os proprietários e há uma perda de parte do interesse público muito grande”, afirmou o deputado municipal Ricardo Moreira, referindo-se às contas feitas pelo Bloco quanto às potenciais mais-valias criadas pela proposta. Uma valorização total de cerca de 135 milhões de euros, tendo em conta o valor do metro quadrado naquela área, que beneficiará os novos donos de edifícios como o da antiga sede dos CTT, vendida após a privatização. O Bloco sublinha que a desafetação assinada pelo vereador Manuel Salgado foi feita "por sua iniciativa e em conformidade com a sua visão de cidade".

“A alteração do PUALZE aumenta a especulação imobiliária numa zona da cidade onde os preços de habitação estão proibitivos e contribui para expulsar moradores do centro da cidade”, conclui o comunicado do grupo municipal do Bloco em Lisboa.

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