Sociedade

A central sindical FGTB decretou 24 horas de Greve Geral, integrada na jornada de luta europeia. Várias cidades promovem manifestações solidárias com as greves nos países do sul da Europa.

Na véspera da Greve Geral, o líder da CGTP confia que "vamos ter milhões de trabalhadores na Europa a dizer basta de austeridade, é preciso mudar de políticas". Arménio Carlos assinalou a "grande convergência" para esta greve que ultrapassa as fronteiras da CGTP.

Neste dia 14, a greve vai paralisar o setor dos transportes. Os trabalhadores do Metro e dos transportes coletivos rodoviários, ferroviários, aéreos e fluviais prometem aderir em força ao protesto que desta vez tem dimensão internacional.

Neste dia de greve geral, os organizadores do protesto “Que se lixe a Troika!”, convocam uma manifestação em Lisboa, com ponto de encontro na Embaixada de Espanha (Av. da Liberdade), às 14h. Durante a manhã, um piquete móvel irá percorrer as ruas da capital. CGTP marca 39 concentrações em 12 distritos. Os estudantes universitários também param.

Esta segunda-feira à tarde, a manifestação "A Merkel não manda aqui!" chegou a Belém, juntando centenas de pessoas em protesto contra a austeridade e a visita a Portugal da chanceler alemã, Angela Merkel. As eurodeputadas do Bloco de Esquerda, Marisa Matias e Alda Sousa, e a deputada Catarina Martins também participaram no protesto. Do Largo Camões, em Lisboa, outras tantas centenas de pessoas iniciaram a marcha contra a troika, até S. Bento, organizada pela CGTP.

Vinte países, entre os quais Portugal, vão juntar-se, na quarta-feira, à jornada de luta europeia contra a austeridade e a favor do emprego, que inclui greves, manifestações, ações de protesto e reuniões em várias cidades da Europa.

Durante este fim-de-semana, várias estátuas nas cidades de Lisboa, Porto e Aveiro foram cobertas por panos pretos, “num sinal não de luto, mas de luta contra a troika, pela defesa da democracia e dos nossos direitos”, segundo o grupo “Que se lixe a troika”, impulsionador da ação e da manifestação marcada para hoje, às 13h, no Largo do Calvário em Lisboa. “A Merkel não manda aqui” e não é bem-vinda, dizem.

Milhares de militares manifestaram-se, neste sábado, em Lisboa. Em moção aprovada no final, os militares denunciam que se “desenvolvem pressões que vão no sentido de, na segurança interna, ser atribuído um papel aos militares que vai muito para além do que a Constituição permite” e afirmam que “tudo farão” para não reprimir a "indignação dos portugueses".

Nesta sexta feira, os reitores leram em todas as universidades uma declaração conjunta onde afirmam: “A eventual aprovação da proposta do OE 2013, ao reduzir, num valor médio de 9,4%, as dotações a atribuir às universidades (...) terá efeitos imprevisíveis e irreversíveis em todo o sistema universitário, inviabilizando o desenvolvimento de atividades essenciais para o seu funcionamento”.

Quatro associações de estudantes do Porto aderem à manifestação nacional do próximo dia 22 “contra um orçamento que arruína o ensino superior”, porque “se vive um momento muito grave no ensino superior” e porque o OE que está em discussão é “insustentável” e “inviável” para o ensino público democrático.

Centenas de cibernautas criticam asperamente e pedem a demissão de Isabel Jonet da presidência daquela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), depois das suas afirmações de que os portugueses vão “ter de reaprender a viver mais pobres", e que “em Portugal não temos miséria”.

O Governo sabe que Angela Merkel não é bem-vinda e parece muito preocupado com a sua visita a Lisboa, na próxima segunda feira. Uma fonte da PSP prevê que a visita da chanceler “será o maior número de protestos alguma vez realizados num espaço de seis horas”. Cidadãos e cidadãs continuam a mobilizar-se e tomam iniciativas de protesto.

O Ministério Público está a analisar a informação relativa ao processo da TDT para abertura de um eventual inquérito. A CT da RTP entregou mais material à participação que tinha feio sobre a TDT em janeiro passado, nomeadamente a tese de Sérgio Denicoli que aponta para indícios de corrupção no processo de implementação da TDT. A associação de municípios confirma que também fez participação ao Ministério Público.

Comunicado adverte que previsíveis reduções de produção para 2013 e 2014 podem provocar despedimentos coletivos e que a melhor forma de evitá-los é com o recurso a formação profissional.

Segundo adianta a Deco, “o cenário é mais grave do que a EDP admitiu”, sendo que 4 em cada dez contadores em Portugal continental têm o “relógio desacertado”. A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor registou ainda anomalias nos Açores e na Madeira.

Os sindicatos dos bancários e dos trabalhadores da atividade seguradora, filiados na UGT, decidiram aderir à Jornada de Luta Europeia contra a austeridade e convocaram greve para 14 de novembro, juntando-se assim à Greve Geral Ibérica.

O CFP adianta, no seu relatório sobre o Orçamento do Estado para 2013, que “o enviesamento optimista das previsões macro-orçamentais põe em causa a consolidação orçamental” e alerta para a quebra expectável de receitas provenientes de impostos indiretos, como o IVA, em 2013.

O presidente do CES alerta para o facto de as previsões do governo serem optimistas e subestimarem o impacto que o “enorme aumento de impostos” irá ter sobre a procura interna. “Temos a convicção segura de que o crescimento do PIB será menor e que taxa de desemprego será maior”, adiantou.

Central convoca concentrações em todo o país no dia 14. Em Lisboa, será no Rossio às 14h30; no Porto, às 15h na Praça da Liberdade; em Setúbal, na Praça da Greve (Jardim Quebedo); em Faro às 15h no Jardim Manuel Bivar. Veja a lista de todas as concentrações.

Sindicato apresenta novo pré-aviso de greve para ampliar a paralisação até 27 novembro, confirmando a participação na greve geral de dia 14. Em carta ao sindicato CENA, os estivadores agradecem o bom acolhimento dos trabalhadores da cultura e dizem sentir-se muito próximos deles.