Saúde

O demissionário diretor executivo do SNS prestou serviço em pelo menos cinco hospitais quando era diretor do INEM. Um deles constava no parecer prévio da CReSAP à sua nomeação pela ministra da Saúde. Em agosto, Nuno Melo deu-lhe louvor e medalha a pedido de Ana Paula Martins. 

O diretor executivo do SNS acumulou durante mais de dois anos as funções de diretor do INEM do Norte com as de médico tarefeiro nas Urgências de Faro e Portimão aos fins de semana. A divulgação da sua conduta contrária à lei levou-o a pedir a demissão.

O coordenador nacional do Plano de Ação de Envelhecimento Ativo e Saudável foi afastado no final do ano. Para o seu lugar foi nomeado António Maia Gonçalves, que coordena a comissão de Ética da secção regional do Norte da Ordem dos Médicos e que já participou na elaboração de propostas do CDS.

Luís Branco

Projeto de lei quer que administrações hospitalares sejam escolhidas por concurso público, dando prioridade ao programa de ação. Proposta prevê também maior democracia no trabalho com eleição direta de diretores.

Associação Acreditar denuncia que a demora tem obrigado as crianças a fazer mais quimioterapia, com impacto negativo na qualidade da sobrevivência. Ministra diz que não sabe qual a solução para diminuir tempo de espera.
 

Já está nomeada comissão para avaliar transferência. Por agora, estão em causa os hospitais de São João da Madeira e Santo Tirso, mas presidente da União de Misericórdias de Portugal admite vontade de alargar transferência a outros hospitais.

Em entrevista ao Esquerda, a médica Maria José Alves fala dos avanços e dos limites da lei portuguesa e das dificuldades no SNS que têm criado obstáculos às mulheres para realizarem a interrupção voluntária da gravidez nos hospitais públicos.

Daniel Moura Borges

A vaga de exonerações das direções das Unidades Locais de Saúde deu lugar à nomeação de militantes laranja para os mesmos cargos em mais de metade dos hospitais onde houve dança de cadeiras.

O partido exige explicações depois do governo regional ter anunciado resultados positivos que afinal se mostraram “exatamente o contrário”. Critica ainda o “sufoco financeiro da saúde” na região autónoma.

Maior parte dos casos são mulheres. Pais ou tutores legais "justificam o recurso a este procedimento como uma forma de evitar a menstruação e a gravidez”. José Soeiro explica que se trata de preservar a “autonomia das pessoas com deficiência, na sua igualdade perante a lei, no respeito pelos seus direitos sexuais e reprodutivos”.

Medida foi extinta há mais de dez anos. Com descida consistente de dádivas de sangue, Bloco quer trazer de volta dia de descanso para dadores de sangue.

O governo prometeu que resolveria a crise saúde em 40 dias, mas tudo se mantém. As USF-C são mais um passo em frente no desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde e não resolvem a crise. Em entrevista ao Esquerda, Bruno Maia faz o balanço da política deste governo para a saúde.

Daniel Moura Borges

O Governo facilitou a compra de equipamento médico pesado para os privados mas manteve as regras para os hospitais públicos. A Associação de Administradores Hospitalares diz que é “inaceitável”.

Direita e extrema-direita aprovaram o fim do acesso ao SNS por parte de migrantes sem documentos. Os profissionais prometem desobedecer em nome da deontologia e da proteção da saúde.

Relatório da Entidade Reguladora de Saúde diz que a despesa com a saúde privada suportada em pagamentos diretos das famílias está a subir e atingiu em 2022 a quantia de 1.245 milhões de euros.

Mariana Mortágua anunciou que o Bloco irá chamar Ana Paula Martins ao Parlamento, mas também Eurico Castro Alves, o autor do plano de emergência sob suspeita de conflito de interesses.
 

A FNAM acusa o Ministério da Saúde de tentar impor a “banalização da prestação do tempo extraordinário” e de “condicionar o acesso dos utentes ao seu médico de família”. O ano novo vai começar com greve às horas extraordinárias.

Entrevista a Bernie Sanders sobre Luigi Mangione, alegado homicida do CEO dos seguros de saúde, a crise dos cuidados sanitários na América e sobre como só um movimento de massas pode conquistar o direito à saúde para todas as pessoas.

Marisa Matias reagiu à proposta do PSD e CDS para limitar o acesso ao SNS de imigrantes sem situação regularizada, afirmando que ela tem mais a ver com a "política sistemática de erradicação de utentes das listas" e com a colagem a narrativas xenófobas do que com o “turismo de saúde” desde sempre defendido pelos partidos da direita.

O primeiro relatório do recém-criado Observatório arrasa o plano de emergência apresentado pela ministra e diz que a incapacidade de fixar profissionais vai tornar o SNS ainda mais “anémico”.