Política

Notícias política

Coordenadora do Bloco exigiu que Aguiar-Branco cumpra o regimento do Parlamento e alertou que a posição assumida pelo presidente da Assembleia da República na sexta-feira acontece “num momento político de perigosa aproximação entre Chega e PSD, na Madeira”.

Em visita ao centro para as migrações do Fundão, Catarina Martins afirmou que só há “fronteiras escancaradas” para a corrupção dos vistos gold, e que quem vem para cá trabalhar e construir a sua vida precisa de políticas de integração. Mariana Mortágua repudiou legitimação de discurso de ódio da extrema-direita.

A oposição na vereação juntou-se para que passem a existir 800 vagas no sistema housing first até ao fim do mandato do executivo. O vereador Ricardo Moreira defendeu que é uma “medida muitíssimo importante” porque “a cidade está a arder, há tendas em todo o lado. Precisamos de uma resposta agora, não até 2030”.

Um estudo da Rede para a Justiça Fiscal e do grupo da Esquerda no Parlamento Europeu estima que um imposto progressivo sobre os lucros excessivos das grandes empresas seria equivalente a metade do atual orçamento da União Europeia.

No primeiro debate a quatro nas televisões, Catarina Martins defendeu que a imigração em Portugal não é um problema de fronteiras mas de regularização de quem trabalha e desconta para a Segurança Social. E criticou o “eurocinismo” dos que na UE defendem o aumento da despesa militar e ao mesmo tempo fornecem armas para o massacre dos palestinianos.

No debate quinzenal com o primeiro-ministro, Mariana Mortágua questionou Montenegro sobre quais as contrapartidas que vai negociar com a concessionária que detém a ANA. E propôs um grupo de missão para recuperar os atrasos na regularização de imigrantes até ao final do ano.

Tânger Corrêa insinuou que os funcionários judeus no World Trade Center foram avisados do atentado e ficaram em casa no 11 de Setembro. Embaixada condenou as declarações sem referir a autoria. O Chega é o mais comprometido apoiante em Portugal do regime sionista.

No comício de campanha no Funchal, Roberto Almada defendeu que a mudança política na Madeira não pode passar pelos que hoje estão ao lado de Albuquerque no Governo. Mariana Mortágua acusou Montenegro de querer exportar o modelo económico “desastroso” da Região para o resto do país.

Liberdade é uma palavra oca se é negado o acesso a saúde, habitação, transporte e educação decentes. A função do socialismo é satisfazer estas necessidades humanas básicas para que as pessoas fiquem livres para fazerem exatamente o que quiserem.

David Harvey

Na feira da Senhora da Hora, em Matosinhos, Catarina Martins distribuiu o manifesto eleitoral para as eleições de 9 de junho e defendeu “mínimos europeus para que em Portugal não se receba salários bem abaixo dos mínimos e se pague preços bem acima dos máximos”. 

Mariana Mortágua reagiu à estratégia para a habitação anunciada pelo Governo, destacando que a prioridade da direita foi “dar carta verde ao alojamento local, aos hotéis e a toda a indústria da construção” e o seu objetivo é “empurrar a classe média para as periferias sobrelotadas” e deixar o centro das cidades “para o turismo e os ricos”.

O vice-presidente do CDS Diogo Moura foi acusado pelo Ministério Público de tentar subverter duas eleições para o Conselho Nacional do partido. Bloco quer que Moedas cumpra o que afirmou publicamente e substitua de imediato o seu vereador acusado de dois crimes.

Mariana Mortágua reagiu à notícia de que a AIMA pede aos imigrantes taxas de 400 euros, acusando-a de procurar limpar listas de espera. Afirmou ainda que André Ventura e a extrema-direita espalham “mensagens de ódio” e “medo contra os imigrantes” através de mensagens falsas. E este ódio “resulta em violência”.

Dois políticos alemães foram atacados recentemente. Antes, houve episódios de violência política em vários outros países europeus. Vários grupos políticos europeus juntaram-se para condenar os ataques, criticar a normalização da extrema-direita e comprometer-se a não cooperar com ela a nenhum nível. O PPE, que em Portugal inclui o PSD e o CDS, não quis subscrever a declaração conjunta.

Depois do PS e AD terem recusado debates frente a frente entre todos os candidatos e de as televisões chegarem a propor um frente a frente apenas entre estas duas forças políticas, finalmente consensualizou-se um modelo de debates para as próximas europeias.

Após Luís Montenegro ter trazido “uma mão cheia de nada” da reunião da Concertação Social, Mariana Mortágua apresentou as propostas que o Bloco levará ao plenário da Assembleia da República a 22 de maio para aumentar salários e reduzir o horário de trabalho. 

Mariana Mortágua anunciou que chamará Paulo Rangel ao Parlamento porque este tem que se responsabilizar pela posição de Portugal sobre o massacre na Palestina e o Governo tem de agir para o travar. No final das jornadas parlamentares do partido, criticou ainda as políticas laborais de um Governo “instruído pelos patrões”.

Roberto Almada lembrou esta segunda-feira que ao contrário do que se passa nos Açores e no continente, na Madeira ainda é possível “que um deputado um dia aprove uma lei que no dia seguinte pode beneficiar enquanto empresário”.

Num jantar-comício na Madeira, Mariana Mortágua vincou que o líder do Chega “não condena os crimes racistas e violentos” porque “os promove explicitamente com o seu esforço”. Para a coordenadora do Bloco, “a extrema direita é violência, é ódio, é crime”.

O partido escreveu aos três canais televisivos apontando a sua “manifesta ilegalidade”, tendo em conta as decisões anteriores da CNE e da ERC. Assim, apela-se à sua retirada ou o Bloco apresentará uma providência cautelar “para que este debate seja realizado nos termos da lei”.