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No debate entre oito candidatos ao Parlamento Europeu, Catarina Martins defendeu que o investimento na integração dos imigrantes é o caminho a seguir em alternativa à “falsa guerra da extrema-direita a quem vem trabalhar” para Portugal.

A tarefa à nossa frente é a construção de maiorias sociais que permitam abrir mais brechas na muralha neoliberal, dirigindo o projeto europeu no sentido de mais solidariedade, mais justiça social e mais espaço de efetivo desenvolvimento.

José Gusmão e Alexandre Abreu

O voto antecipado vai decorrer já no próximo domingo e o processo é o mesmo das últimas legislativas. Nestas eleições será também possível pela primeira vez votar em qualquer mesa de voto no dia 9 de junho.

O Governo continua sem reconhecer o Estado da Palestina e foi o alvo das críticas de Catarina Martins no jantar-comício que terminou o primeiro dia da campanha bloquista para as eleições europeias.

Embora haja muito a fazer a nível nacional, a promoção de políticas que possam realmente tornar a habitação em direito – mais habitação pública, mais regulação do mercado – implica a necessidade de uma mudança radical do quadro normativo e das políticas europeias.

Simone Tulumello

Mariana Mortágua destacou o “cenário de enorme instabilidade” que resulta destas eleições que deixaram o PSD longe da maioria absoluta, o JPP a crescer e o Bloco e a CDU afastados da próxima Assembleia Legislativa Regional.

Num almoço em Boliqueime, Mariana Mortágua desmascarou os interesses económicos que financiam a extrema-direita para prosseguir os seus interesses. Catarina Martins referiu que a direita está disponível a criar uma “aliança do recuo” com parte desta área política.

A aposta nas indústrias de defesa e na construção de um exército europeu – qualquer que seja o seu modelo – como novos motores da integração económica e política da Europa é uma mera fuga para a frente e a resposta trágica dos governos da UE para as gravíssimas crises resultantes da governação económica de orientação liberal que procuram impor-nos como alternativa única para as nossas vidas.

José Manuel Pureza, Marcos Faria Ferreira e Alexandre Abreu

Roberto Almada encerrou a campanha regional do Bloco na Madeira a sublinhar que este é o partido que denuncia há décadas “aquilo que ninguém denunciava”. Mariana Mortágua destacou a coerência do partido, ao contrário de PSD e Chega que admitem uma aliança ao nível regional.

Catarina Martins criticou a posição do Presidente da República de que “não é o momento adequado” para o reconhecimento do Estado da Palestina. E lembrou a viagem de Mário Soares a Gaza em 1995 “para ajudar a que os acordos de Oslo pudessem fazer caminho”.

Mariana Mortágua frisou que o Bloco não se revê nas declarações do Presidente da República sobre a Palestina e exigiu que o Governo português se pronuncie sobre se respeita o mandado do Tribunal Penal Internacional, à semelhança do que já fizeram a Alemanha e a França.

Com a posição anunciada em conjunto na quarta-feira, passam a ser 146 dos 193 países que integram a ONU a reconhecer a Palestina como Estado. Em Ramallah, Mahmoud Abbas apelou aos restantes países para que “assumam as suas responsabilidades e reconheçam o direito do povo palestiniano à autodeterminação" 

Fabian Figueiredo apresentou propostas do Bloco para regularizar os migrantes que vivem e trabalham no território nacional “de forma humanista e eficaz”.

Mariana Mortágua apresentou esta quarta-feira no Parlamento um conjunto de propostas do Bloco sobre a habitação e tempo de trabalho.

José Soeiro anunciou que o Bloco ia avançar com uma CPI à instituição para analisar os negócios “duvidosos” em que apostou. Esta deverá ainda escrutinar a demissão “política” da ex-provedora, a política de recrutamento e a situação do património.

Bloco quer ouvir responsáveis no Parlamento para "encontrar soluções que assegurem os direitos e os postos de trabalho". Sem trabalho e sem salário, os cerca de 120 trabalhadores da gráfica de Mem Martins continuam também sem respostas da administração e sem qualquer intervenção do Governo.

A lógica “à porta fechada” das decisões do Conselho não significa a salvaguarda de um momento discreto da negociação que permite resolver impasses. Pelo contrário, significa a tolerância com uma lógica de barganha inconfessável, em que se trocam vantagens e desvantagens em nome do povo sem que este saiba minimamente o que se diz em seu nome.

André Barata

Ministro de Netanyahu quer eliminar a identidade palestiniana e colonizar partes de Gaza. Participou em campanhas de ódio contra deputados palestinianos e organizações de defesa dos direitos humanos, fez declarações homofóbicas e atacou a independência do sistema judicial.

Catarina Martins visitou uma escola básica em Lisboa com alunos de 37 nacionalidades diferentes e criticou a aproximação de socialistas, liberais e conservadores às políticas europeias que atacam as políticas de integração.

Enquanto decorre o genocídio em Gaza, Carlos Moedas decidiu apoiar a festa dos 76 anos da criação do Estado de Israel promovida pela embaixada. Vereadora Beatriz Gomes Dias questiona Moedas e defende retirada do apoio. “Genocídio não é cultura”, diz Comité de Solidariedade com a Palestina, que convoca uma concentração na quarta-feira às 18h em frente ao cinema São Jorge.