Madeira

Direção do Bloco na Madeira defende que, perante a “grave crise democrática que se vive na Madeira, a gravidade dos indícios existentes”, e a total perda de credibilidade da coligação PSD/CDS para governar, “a única alternativa aceitável é voltar a dar a voz ao povo”.

O presidente do Governo Regional é arguido por suspeitas de corrupção e apresentou a demissão esta sexta-feira, condição posta pelo PAN para o PSD continuar à frente do Governo e assim evitar eleições. Bloco defende que eleições antecipadas são a melhor saída para a crise democrática na Região.

O partido considera que “a Região Autónoma da Madeira não pode ficar refém de um governo sem condições políticas para qualquer decisão” e lembra que “os negócios que a justiça agora investiga são denunciados há muito pelo Bloco de Esquerda da Madeira”.

"Sempre os denunciámos pelo seu nome", recordou Mariana Mortágua sobre os grupos económicos e os negócios na Madeira agora investigados pela justiça. E defendeu a saída do "responsável político deste regime de favorecimento a negociatas privadas".

Megaoperação da Polícia Judiciária tem como principais alvos o presidente do Governo Regional da Madeira e o presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado, apontado como sucessor do líder do PSD regional. Coordenadora do Bloco/Madeira diz que as buscas "não são surpreendentes".

No encerramento da Convenção Regional do Bloco Madeira, Mariana Mortágua afirmou que a região mostra como o governo da direita resulta em “compadrio e atraso, jovens que imigram, trabalhadores aflitos, reformados que não conseguem chegar ao fim do mês” e como “a traição do PAN” assinala a necessidade de clareza de compromissos.

Seis trabalhadores que, há largos anos, prestam serviço na RTP Madeira, subcontratados pela Full Zoom e a receber mediante recibos verdes, estão em vias de serem despedidos. Roberto Almada apresentou voto de solidariedade para com estes profissionais e pede a sua integração no grupo RTP.

Sete anos após a aprovação de uma resolução do Bloco, nada foi feito. De regresso ao parlamento regional, Roberto Almada insiste que a transmissão dos plenários deve ter sempre tradução em LGP.

Durante a ronda de audições com o governante responsável pela pasta das Finanças sobre o Orçamento Regional para 2024, o deputado do Bloco/Madeira explicou quais serão as suas prioridades nesse debate. Convenção Regional do partido está marcada para 21 de janeiro.

A greve por melhores salários e condições de trabalho aconteceu na quinta-feira, com uma concentração ao início da noite na Avenida do Mar.

Mariana Mortágua visitou este sábado a Praia Formosa, local onde o grupo Pestana e o Grupo AFA pretendem construir dois complexos imobiliários com 600 apartamentos de luxo. Bloco vai tomar iniciativa no Parlamento Regional para tentar travar este atentado.

Apesar de o eleitorado não ter dado a maioria absoluta ao PSD/CDS, a proposta de distribuição de deputados pelas comissões garante-lhes essa maioria. Deputado do Bloco votou contra.

O Bloco diz que “a Madeira não precisa de Bitcoin” e que “os negócios de ativos cripto estão a ser investigados internacionalmente por fraude e auxílio ao crime económico e têm deixado um rasto de lesados em todo o mundo”.

Habitação, ambiente, serviços públicos, transparência e igualdade de género são as cinco áreas destacadas pelo Bloco na abertura da nova legislatura da Região. O partido promete ser “oposição combativa e coerente ao governo da maioria PSD/CDS/PAN.

A associação ambientalista Cosmos diz não entender "como é que um partido ligado à proteção da natureza pode apoiar um Governo que tem praticado na Região Autónoma da Madeira os mais vis e condenáveis atentados ambientais".

 

Sem maioria absoluta, Miguel Albuquerque disse que se demitia. Mas recuou na noite eleitoral e prepara um acordo com o PAN que permitirá ao PSD/Madeira ultrapassar a fasquia do meio século a governar a Região.

Nas eleições regionais deste domingo, a coligação entre PSD e CDS ficou aquém do patamar da maioria absoluta, o PS caiu fortemente e o Bloco de Esquerda voltou à Assembleia Regional madeirense. “Duas boas notícias”, diz Mariana Mortágua. Roberto Almada garante que será “oposição inflexível”.

No comício de encerramento da campanha para as eleições regionais do próximo domingo, Roberto Almada apelou ao voto no Bloco como a alternativa para haver uma oposição forte que defende quem trabalha e quem quer ter uma casa para viver na Madeira.

Na véspera do encerramento da campanha eleitoral, Roberto Almada diz que o Bloco é a força socialista que fará a "oposição contundente" a Miguel Albuquerque.

Roberto Almada sublinha que os 2.979 euros por metro quadrado exigidos em média para comprar habitação são "um abuso" que a esmagadora maioria das famílias da Região Autónoma da Madeira não tem condições de pagar.