Clima

Um relatório da Unicef estima ainda que, nos próximos 30 anos, mais 96 milhões de crianças vão ser obrigadas a deixar os sítios onde habitam por causa de catástrofes ambientais. As cheias e as tempestades são as que mais causam estas deslocações.

Lançado esta segunda-feira, o relatório “Empoderar o futuro” pretende abrir caminho para coordenar uma transição justa e assegurar o acesso universal à energia renovável.

Nas montanhas andinas a onda de calor faz o gelo de que as populações dependem na primavera derreter em muitos locais. A seca é outra das preocupações que se faz sentir.

O país anfitrião da próxima COP pagará pelo direito a continuar a poluir explorando os combustíveis fósseis num negócio milionário. As comunidades locais temem pelo seu futuro.

Os cientistas do World Weather Attribution mostram que as ondas de calor são agora mais intensas e duradouras e que isso se deve à crise climática provocada por ação humana. Para além de planos de mitigação para o calor intenso nas cidades, defendem que é preciso parar já de queimar combustíveis fósseis.

Europa, América e Ásia enfrentam ondas de calor. Há incêndios em vários países e inundações noutros. Na Europa, depois da vaga de calor Cerburus, chega a Charon. Em Portugal, as temperaturas deverão ser elevadas mas o país escapará à canícula.

Em protesto contra a desigualdade no acesso à água em tempo de seca, ativistas do Climáximo quiseram chamar a atenção para a "responsabilidade acrescida da alta classe pela crise climática".

Apesar da campanha de desinformação por parte da direita, o Parlamento Europeu aprovou a lei que surgiu com o objetivo de recuperar 20% dos ecossistemas degradados até 2030.

Temperatura média de 17.01°C registada na segunda-feira foi a mais elevada desde que há registos. No dia seguinte, o novo recorde foi batido, com 17,18°C.

Um novo estudo publicado na Nature Sustainability concluiu que os colapsos dos ecossistemas que se previam para o fim do século podem acontecer já nas próximas décadas. Por John Dearing, Gregory Cooper e Simon Willcock.

Estudo do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge conclui que as três ondas de calor em julho e agosto coincidem com um excesso de mortalidade de 25%.

Meteorologista explica que “vamos entrar num período de tempo quente, que não tem propriamente fim à vista”. Temperaturas mais elevadas atingirão o território a sul do Tejo. É possível que apenas o litoral da zona Norte e a costa da zona Centro escapem ao aviso amarelo.

 

A Organização Meteorológica Mundial prevê que o aumento da temperatura média global ultrapasse a fasquia do 1,5°C em pelo menos um ano até 2027. O fenómeno El Niño e as alterações climáticas causadas por ação humana farão as temperaturas bater novos recordes.

Mais de 150 ativistas da Plataforma Parar o Gás estão na tarde deste sábado a bloquear as duas entradas do terminal de gás natural liquefeito da infraestrutura, reivindicando o fim do uso de gás fóssil para produzir eletricidade até 2025.