Política

A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins disse esta segunda-feira que, passados dois anos e meio sobre o início do programa de assistência financeira a Portugal, está na hora dos portugueses avaliarem e chumbarem a troika.

João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, definiu esta segunda-feira como objetivos da campanha autárquica a derrota da direita e do Governo e o reforço da esquerda, acusando o PS de não ter "uma posição clara quanto às políticas da troika.

Luís Filipe Menezes , candidato do PSD à Câmara do Porto e apoiante de Passos Coelho, diz que vai exigir mil milhões de euros ao governo para “recuperar casas abandonadas da cidade”, quer "que os pobres enriqueçam e ascendam, em dez anos, a uma classe média", diz que os portugueses "estão fartos de política e de políticos" e já ultrapassou em 70% o seu orçamento para propaganda de rua.

O líder parlamentar do Bloco critica a "coordenação descoordenada do Governo", com os responsáveis pela negociação com a troika a não se entenderem sequer quanto à meta do défice que vão defender. Pedro Filipe Soares denuncia também que o governo “coloca o IEFP a pagar o despedimento” dos trabalhadores e frisa que o governo PSD/CDS “ tem um fanatismo na austeridade e uma vontade de aumentar a desigualdade”.

Nesta terça-feira, 17 de setembro às 21.30h, a candidatura “E se virássemos o Porto ao contrário?” promove “Uma Noite Rivolivre” e apela: “Dia 17, que venham todas as pessoas que se inquietam com a cidade. Que as palavras, as músicas, as imagens e os sons insurgentes ocupem o Rivoli”.

O Bloco defende no Barreiro a redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), como uma das medidas capazes de atenuar as dificuldades socioeconómicas da população, e propõe novos estímulos à economia local.

O candidato à câmara do Porto alerta para a necessidade do mercado do Bolhão, salientando que “esse é um compromisso bem claro da candidatura”, bem como “impedir negócios que envolvam a concessão do espaço a privados”. Nesta terça-feira, a candidatura "E se virássemos o Porto ao contrário" promove "Uma noite Rivolivre".

O candidato do Bloco à câmara de Santarém defende a criação de uma bolsa de habitação que possibilite aos jovens alugarem casas com rendas apoiadas.

"Vamos apresentar um projeto de lei para majorar o subsídio de desemprego para acudir à crise humanitária que este desemprego galopante está a criar no nosso país", declarou a coordenadora do Bloco num comício na Maia.

O candidato do Bloco à Câmara de Lisboa salienta que “os principais senhorios” na capital são atualmente os fundos imobiliários que “controlam o preço de mercado, seja de arrendamento, seja de compra, de habitação” e defende uma “taxa que penalize os proprietários que mantêm os prédios devolutos”.

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu este sábado a canalização de fundos comunitários para um programa nacional de reabilitação urbana que abrangeria 200 mil fogos no país e possibilitaria a criação “imediata” de 60 mil empregos diretos. "Precisamos de uma reabilitação urbana que dê resposta real ao direito à habitação das pessoas e precisamos de criar emprego, agora, não é daqui a seis anos”, referiu a dirigente bloquista.

A propósito do início do ano letivo, Maria Helena Figueiredo, candidata do Bloco à Câmara de Évora, defende a criação de projetos educativos à escala da freguesia ou da escola, envolvendo as famílias e as comunidades locais.

Helena Pinto, candidata do Bloco à Câmara de Torres Novas, alerta: “O Relatório da Inspeção Geral de Finanças (IGF) sobre a auditoria ao Município de Torres Novas (referente aos período de 2009 a 2011) vem confirmar as piores expectativas sobre a situação financeira da Câmara Municipal”.

O governo da troika proíbe a contratação de trabalhadores e as autarquias transformam-se em agências de trabalho forçado e sobre-explorado. O Bloco/Loures confrontou o PS e a direita com as suas responsabilidades.

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A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda acusou, este sábado, o executivo do PSD/CDS-PP de destruir o país e a economia e de “abandonar quem mais precisa quando mais precisa”. O Governo é “sempre tão fraco para com os fortes e tão violento para com quem está mais frágil, para com quem trabalha neste país”, frisou ainda a dirigente bloquista.