No debate desta quarta-feira na TVI com os seis principais candidatos, Marisa Matias defendeu medidas contra a fraude e a evasão fiscal. E contrastou o projeto dos jovens de "salvar o planeta" com o dos poderosos que insistem em políticas auto-destrutivas e na proteção de quem promove lucros tóxicos.
Marisa Matias afirmou na TVI que "não há outra forma de estar na União Europeia (UE) sem ser de uma forma crítica”, criticou a falta de resposta à crise humanitária e lembrou propostas suas, nomeadamente a proteção aos desempregados usada para as trabalhadoras da Triumph.
Pedro Filipe Soares teceu duras críticas à “crise política artificial” criada por António Costa, motivada pelo que entende ser “a ambição de uma maioria absoluta eleitoral” num “puro jogo político”.
A Unidade Técnica de Apoio Orçamental fez as contas ao impacto orçamental da recuperação integral do tempo de carreira dos professores e restantes carreiras especiais. E conclui que a medida não põe em causa os compromissos do governo com Bruxelas.
Em sessão sobre Europa e Emprego, Catarina Martins e José Gusmão, segundo candidato bloquista às eleições europeias, apontaram que o nosso país e a Europa precisam de uma alteração dos modos de produção e de transporte para responder às alterações climáticas e criar emprego estável.
Catarina Martins afirmou no Barreiro que "não recuamos" nem "fazemos zigue zagues" com direitos laborais, em resposta à crise governamental em torno dos professores. Sublinhou ainda que "estamos atentos" com a discussão da Lei de Bases da Saúde na especialidade.
Através de um comunicado lançado esta segunda-feira, o Bloco afirma que vai confirmar em plenário a votação favorável à recuperação integral do tempo de serviço dos professores.
Este domingo, num debate na RTP3, Marisa Matias afirmou que o PPE, de quem Paulo Rangel é vice-presidente, "impediu a criação de uma comissão de inquérito na área da corrupção” e protege “paraísos fiscais na Europa”.
No comício deste domingo no Capitólio, Catarina Martins mostrou que as contas apresentadas por António Costa para justificar a crise governativa não estão certas e desafiou o PS a manter o acordo respeitando os trabalhadores e continuando “o que estava combinado”.
Num almoço em Famalicão, Catarina Martins enfatizou que “não tem nenhum sentido que o governo crie instabilidade por uma medida que custa zero euros no orçamento de 2019” e considerou irresponsável desistir por isso de um caminho que deixa por cumprir medidas importantes.
Em resposta a António Costa que colocou em cima da mesa a demissão do governo se a contagem integral do tempo de serviço dos professores for aprovada, Catarina Martins garantiu que o Bloco é “leal ao acordo” considerando que “o maior erro do PS é dar à direita o prémio de decidir se a atual solução política cumpre ou não a legislatura até ao fim”.
Pedro Filipe Soares declarou que o Bloco votou “em consciência e em coerência com o caminho que tivemos no passado”, em relação à contagem do tempo de serviço dos professores. E criticou: "curiosamente, quem tem duas posições nesta matéria é o PS".
O primeiro-ministro convocou uma reunião governamental de emergência, para debater a aprovação da contagem do tempo integral dos professores. Catarina Martins alerta em quatro breves notas, escritas no seu twitter, para as “tentativas de criar um ambiente de crise política”, “totalmente artificial”.