Política

No Funchal, Marisa Matias acusou Bruxelas de querer “reduzir a Segurança Social a um sistema de esmolas para pobres”. Para a candidata do Bloco, a austeridade serve “para retirar investimento do Estado Social” e não para equilibrar as contas públicas.

Marisa Matias afirmou que “a defesa do trabalho com direitos é uma das lutas que não podemos abandonar nem em Portugal nem na União Europeia” e que, havendo vontade política, há condições "para se fazer justiça à gente que tem sido injustiçada ao longo de tantos anos".

Marisa Matias critica “festival de hipocrisia” de PS, CDS e PSD, que todos os anos aprovam o orçamento comunitário, e considera que este é o retrato de uma Europa que, depois de terminada a campanha, se volta a juntar “para que tudo fique na mesma e para que nada mude”.

São cerca de 200 os subscritores, entre dirigentes sindicais e ativistas laborais, que manifestaram esta sexta-feira o seu apoio à candidatura do Bloco às eleições europeias. Vêm dos mais diversos setores de atividade e representam as lutas laborais mais importantes que têm sido travadas em Portugal. Leia aqui o manifesto na íntegra.

Marisa Matias critica que “num país onde as pensões mínimas estão bastante abaixo do salário mínimo” Portugal perca, a cada ano, “780 milhões de euros em IRC para paraísos fiscais”. Catarina Martins destaca que “foi precisa a determinação do Bloco cá e a força da Marisa em Bruxelas” para que fosse possível subir o salário mínimo nacional.

Houve um capítulo do relatório aprovado na comissão de inquérito às rendas da energia que os deputados do bloco central não deixaram passar: o que conta a história da entrega à EDP de 26 barragens sem concurso e a preço de saldo.

Marisa Matias diz que há, em Portugal, 800 mil pessoas que cuidam mas “não têm ninguém que cuide delas” e que é necessária uma “rede de serviços públicos que ajude”, nomeadamente no apoio psicológico e possibilidade de ter períodos de descanso.

A candidata do Bloco é a única mulher entre os 17 candidatos às eleições europeias. As subscritoras destacam o empenho de Marisa “na defesa dos direitos das mulheres contra múltiplas formas de discriminação”.

Através de um comunicado, as Comissões Coordenadoras Distritais de Castelo Branco, Guarda, Vila Real e Viseu do Bloco contestam o “mega plano de prospeção e extração de minérios nas regiões da Beira Alta, Beira Baixa e Trás-os-Montes”.

A Altice, a proprietária da Meo, pretende que dois mil dos seus trabalhadores passem para uma nova empresa. O Bloco questionou o governo sobre esta reestruturação da empresa que parece ser um “despedimento coletivo velado”. A Comissão de Trabalhadores também tomou posição contra este estratagema.

No comício do Bloco em Coimbra, Marisa Matias e Maria Eugenia Palop, cabeça de lista da Unidas Podemos, saudaram a luta das mulheres contra a violência machista e defenderam que as declarações a favor da igualdade "devem ser traduzidas em força de lei.

Marisa Matias defende que Partido Socialista deve voltar à ideia original se quer fazer valer o projeto de António Arnaut, que tanto invoca e diz que “ainda estamos a tempo de ter uma lei de bases da saúde que faça justiça aquilo que foi a sua base original”.

O facebook do Patriarcado de Lisboa partilhou uma imagem em que se defendia o voto nos partidos “pró-vida” favorecendo o CDS, o Basta e o Nós. A publicação foi retirada e a instituição considerou-a uma “imprudência”. Mas José Manuel Pureza considera que “imprudente é deixar crescer o fanatismo”.

Requerimento apresentado pelo Bloco à comissão parlamentar de saúde pretende ouvir as autoridades sobre práticas irregulares nos hospitais PPP de Cascais e Loures. Moisés Ferreira fala em "promiscuidade inadmissível" entre público e privado.

Para Marisa, “não precisamos de uma Europa das imposições para quem trabalha” mas de uma Europa onde “não falte um cêntimo” na habitação, na saúde, na educação, nos serviços públicos e no combate às alterações climáticas. Catarina Martins quer "virar o jogo" das rendas da energia e “transformar o relatório em lei”.