Política

No final da conferência de líderes parlamentares, Pedro Filipe Soares afirmou que tanto a Assembleia da República como o Banco de Portugal têm a obrigação de cumprir a lei sobre a publicitação de dados sobre os grandes devedores da banca.

A confirmação de que o hospital PPP de Vila Franca de Xira internou centenas de utentes em refeitórios, corredores e casas de banho levou o Bloco a pedir a audição urgente da ministra e da Entidade Reguladora da Saúde.

Apesar do governo ter suspenso a cobrança de dívidas às Finanças através da interceção de veículos automóveis, o Bloco quer apurar responsabilidades e questiona a legalidade da ação.

Em vésperas do debate parlamentar sobre as leis laborais, a central sindical apela ao PS para não dar a mão ao PSD e CDS com a proposta de lei do governo que “agrava a política laboral de direita”.

Com estas eleições europeias, e ainda sem resultados definitivos, o panorama dos grupos europeus regista algumas alterações, em que se inclui a criação de um grupo de extrema-direita.

Nas europeias de 2019, o Bloco de Esquerda afirma-se como a terceira força política mais votada, duplica o número de mandatos (elegendo Marisa Matias e José Gusmão) e passa de 4,56% para 9,82%. PSD e CDS têm uma derrota significativa.

Catarina Martins destacou que o Bloco “cresceu em percentagem, em votos, cresceu em todo o território e é hoje terceira força política do país” e congratulou-se pela “enorme campanha que o Bloco fez” que confirma Marisa Matias e José Gusmão como eurodeputados eleitos.

Marisa Matias destacou uma campanha em que falou “daquilo que deve ser uma campanha eleitoral “ como o trabalho que o Bloco tem feito no Parlamento Europeu e em Portugal. “Obrigada por nos ajudarem a cumprir ainda com mais força”.

Jorge Costa reagiu às sondagens à boca da urna, registando uma “derrota profunda da direita” e um “aumento da representação do Bloco no Parlamento Europeu” que duplica a sua votação.

Joana Mortágua reagiu às primeiras projeções que apontam para uma abstenção superior às de 2014 nestas eleições europeias sublinhando que é preciso refletir sobre esses valores.

Marisa Matias votou pelas nove e meia da manhã em Coimbra e apelou às pessoas para votar nas Europeias e "tomar o futuro nas suas mãos, não deixá-lo nas mãos de outros". O apelo foi secundado pouco depois em Gaia por Catarina Martins.

 

Realizam-se hoje eleições europeias em 21 países da Europa. Sete países já votaram. Mais de 150 milhões de eleitores deverão escolher quem ocupa 751 lugares no próximo Parlamento Europeu.

Marisa Matias afirmou, no encerramento da campanha europeia em Coimbra, que esta foi uma campanha feita ouvindo as pessoas e os seus problemas concretos e sublinhou que, “contra todas as probabilidades”, o Bloco conseguiu introduzir temas europeus nesta campanha. “No domingo votem ao vosso lado”, apelou.

Marisa Matias comentou a demissão de Theresa May do cargo de primeira-ministra do Reino Unido e sublinhou a importância de alcançar um acordo para a saída.

Marisa Matias diz que “quem está a construir a União Europeia está a querer dividir-nos”. No domingo, quer levar a votos um projeto de união, porque “ainda está muita luta por fazer e há quem não desista de fazê-la”.