Política

A Assembleia da República debateu esta quarta-feira uma petição que alerta para as profundas consequências físicas do trabalho de carteiro. O Bloco de Esquerda propõe a revisão da regulamentação da profissão.

“Fomos negociar uma nova prestação para que ninguém ficasse na pobreza e acabamos com um Orçamento que não tem mais do que prolongamento de apoios extraordinários já existentes, mas revistos em baixa. E isso é algo que não podemos aceitar”, explica Catarina Martins.

José Manuel Pureza afirma que o Bloco sentiu “perplexidade” perante a “enorme precipitação” e “desorientação” do governo ao querer impor a obrigatoriedade de instalar a aplicação StayAway Covid nos telemóveis. “Todos os estados democráticos têm relativamente às aplicações informáticas desta natureza uma atitude de recomendação”, recordou.

Os alertas e críticas contra a proposta de obrigatoriedade na utilização da aplicação StayAway Covid sucedem-se. A Comissão Nacional de Proteção de Dados considera que a iniciativa “suscita graves questões relativas à privacidade”.

Audição requerida pelo Bloco foi aprovada esta quarta-feira por unanimidade. Em causa está a redução de capacidade do e-mail dos profissionais e problemas nas centrais telefónicas dos centros de saúde. Bloco exige divulgação do novo contrato assinado pelo Ministério com a Microsoft.

Numa declaração votada por unanimidade, a Comissão Política bloquista diz que as preocupações essenciais colocadas na negociação "não têm resposta" na proposta de Orçamento apresentada pelo Governo. Decisão sobre sentido de voto será tomada pela Mesa Nacional a 25 de outubro.

António Lima diz que a grande proposta do partido que governa a Região “é apenas um sistema informático” e denuncia a situação dos enfermeiros contratados como “estagiários” para ganhar menos 500 euros que os colegas.

O Bloco de Esquerda entende que o método utilizado para eleger as presidências das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional reforça o centralismo e controlo dos fundos comunitários por PS e PSD e põe em causa o escrutínio democrático.

Mariana Mortágua diz que faltam medidas no Orçamento para travar a vaga de despedimentos, reforçar o SNS com mais profissionais, impedir novas injeções para o Novo Banco sem auditoria e criar uma prestação social que retire as pessoas da pobreza em tempos de pandemia.

Os Centros de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo podem sair de Mirandela, Viseu, Castelo Branco e Beja para Lisboa, Porto e Faro. O Bloco de Esquerda questionou o Governo em julho, mas continua sem resposta. Por Interior do Avesso.

Catarina Martins relembrou em entrevista à Antena 1 que os acordos fechados entre Bloco e Governo ainda antes da pandemia, incluindo o reforço orçamental, de meios e de contratação de profissionais para o SNS, ainda não saíram do papel.

Em entrevista à Antena 1, Catarina Martins garante que as negociações “não fecharam” e as propostas do Bloco de Esquerda sobre Trabalho, Saúde e Novo Banco, continuam em cima da mesa. Mas “com aquilo que se conhece neste momento, não creio que o Bloco de Esquerda tenha condições para viabilizar o Orçamento do Estado”.

Realizou-se hoje a 31ª Cimeira Ibérica, mas o Bloco relembra os temas que continuam a ficar de fora da agenda comum, como por exemplo o encerramento das Central Nuclear de Almaraz, as portagens da ex-SCUT e a passagem transfronteiriça de Cedilho. Notícia de Interior do Avesso.

Num encontro com trabalhadoras das cantinas escolares despedidas, Catarina Martins pronunciou-se sobre o impacto das propostas orçamentais, salientando que “ouvimos muitos anúncios, muita chantagem e muita pressão sobre crise política, ouvimos poucas soluções” que tenham “impacto concreto na vida das pessoas”.