A poeira da política da austeridade entranha-se nas vidas difíceis como uma tempestade de areia que vem transformar o território da maioria das pessoas, alisando-o, tornando-o monótono, árido, sem vida.
A força da greve de dia 24 de Novembro não pode ficar por aqui. Tem que continuar, dia a dia, mas terá, certamente, que ser chamada a comparecer nas ruas noutra grande mobilização de greve geral.
Os verdadeiros fazedores da crise não se mostram. Estão numa clandestinidade prudente, no ninho de ratos das agências, miméticos, confundem-se com as paisagens.
A greve geral é um grande protesto contra a desastrosa política de austeridade imposta pelo governo PSD e pela troika. Nesta luta constrói-se unidade para mudar a situação no país, juntam-se pontes para lutar pela mudança na UE.
A manutenção de um canal público sem publicidade, no caso português e com este governo, significa simplesmente que não vai ter financiamento para programação de grandes audiências.
Os bancos nacionais não têm dinheiro para funcionar de acordo com as regras da UE. Como seria de esperar, deviam ser os acionistas a recapitalizá-los. Nada disso. Esse esforço será na íntegra cumprido pelos contribuintes.
Muitas ocupações de protesto do movimento Occupy foram invadidas recentemente. A presidente da câmara de Oakland participou numa conferência telefónica juntamente com os presidentes das câmaras de outras 18 cidades para falar da situação. O FBI e o Departamento de Segurança Nacional assessoraram as presidências das câmaras municipais.
É preciso alertar para a responsabilidade da nossa ação porque o que está em causa é a caução das nossas vidas sem qualquer garantia de as poder viver com dignidade.