Não faltam motivos para tocar todas as sirenes de alarme a respeito da política de prevenção e combate a incêndios em Portugal e no essencial tal não se deve aos incêndios nem à onda de calor que decorrem no momento, mas sim à combinação de três tristes realidades.
Um líder improvável como Biden conseguiu o maior sucesso do século da política externa norte-americana, mas pode perder as próximas eleições e abrir as portas ao regresso de Trump.
Não podemos permitir que as mulheres vítimas de uma vida inteira de violência doméstica tenham como resposta, para a denúncia e fuga, a institucionalização num lar de 3.ª idade, com a desculpa de que estas instituições oferecem a resposta necessária.
A pedido do PSD, o Parlamento realiza esta semana 22 audições sobre a Carta de Perigosidade de Incêndio Rural. O problema de acordo com o PSD? A carta classifica demasiado território nacional do norte, centro [e Algarve] do país como de risco "alto" ou "muito alto".
Conhecemos apenas a ponta do iceberg de um processo de banditismo económico, aliciamento político, corrupção académica e manipulação informativa para impor um novo modelo de negócio fora da lei ou capaz de moldar as leis a seu favor. No nosso país, estão a conseguir. Falta saber como têm conseguido.
Vemos por estes dias tantas e tantos a trabalhar ao pico do sol na construção civil, oficinas, cozinhas ou estufas em trabalhos físicos e exigentes. Para quem vive a trabalhar, o negacionismo climático é um luxo inacessível.
Seja vindo da Polónia ou dos EUA, também em Portugal os ventos do retrocesso se começam a fazer sentir naquilo que toca aos direitos, principalmente quando falamos do aborto.
Este impulso inflacionário é simplesmente a tradução do poder de empresas, e é por isso que alguns países decidiram taxar os lucros extraordinários obtidos por esta via. Em Portugal isso nunca acontecerá. Pelo amor da santa!
O tom mainstream é que os empresários portugueses fazem tudo o que está ao seu alcance para que a economia funcione. Farão mesmo? São assim tão altruístas como os "pintam"?
Ninguém referendou a adesão à moeda única, ninguém referendou a adesão de Portugal à CEE, ninguém referendou a Constituição. Porque se obrigam, agora, a referendar um princípio dessa mesma Constituição? O objectivo é evidente.
Construir dois aeroportos nas próximas décadas é um absurdo. Um absurdo só ultrapassado pela forma como o Governo tem gerido o dossier, em total desrespeito pelo país, pelas decisões do Parlamento e pelos compromissos climáticos dos país. Andam a brincar connosco.
O PIB é uma agregação que ignora a estrutura da produção e a distorção da distribuição, desconhece a qualidade de vida ou a sua sustentabilidade, só registando transações.