A tragédia Putin levou os povos europeus a acreditar na proteção da maior potência imperialista da história da humanidade. Isso é o que ficará para o tribunal da história, muito para além da terrível tragédia criminal.
Não, não basta pedir desculpa, perdão, clamar por misericórdia ou insinuar uma “caça às bruxas”. É preciso que todos, sem exceção, respondam perante a justiça. E que os que forem condenados cumpram as penas respetivas até ao fim.
Como mulher assusta-me o facto de saber que amanhã poderei ver os meus direitos limitados, à custa de uma política de constante desinvestimento na saúde reprodutiva, tal como na falta de fiscalização nas diversas unidades do SNS no que toca à IVG em diferentes territórios do país.
Moedas é o principal promotor do que podemos chamar de gig economy, capitalismo de plataformas ou simplesmente de superexploração pretensamente hi-tech. Bate-se por uma Lisboa cuja economia se centre no poder das grandes empresas ditas tecnológicas que dominam as entregas, o TVDE ou o alojamento local.
“Estamos a dar a aula mais importante das nossas vidas”, leu-se na faixa empunhada por um conjunto de professores na manifestação do passado dia 11 de fevereiro, em Lisboa. E o problema de António Costa é que foi a sala com mais gente deste ano letivo.
Num país de pobreza, de pensões miseráveis, de salários curtos, de empregos precários e de investimento medíocre, a conta certa só poderia ser pagar a dívida do atraso.
O Bloco de Esquerda vai propor uma auditoria às unidades do SNS para fazer um levantamento da aplicação da lei da Interrupção Voluntária da Gravidez. E, no imediato, quer que a Saúde 24 garanta o encaminhamento da mulher para a consulta e o apoio em todo o circuito.
Da imigração, Montenegro e Moedas querem o trabalho, claro, e o pretexto político para nos dividirem enquanto habitantes do mesmo país. A direita radicaliza-se.
No meio de grandes e relevantes discussões que têm tido lugar na cidade de Lisboa - desde o problema da especulação imobiliária à questão das Jornadas Mundiais da Juventude - importa não deixar cair o debate sobre as representações imperiais e coloniais no espaço público.
O que preocupa a direita não é encontrar soluções para os problemas mais graves que enfrentam hoje as populações. É a forma como mais rapidamente podem reeditar a nível nacional a solução dos Açores para chegar ao governo.
É à Galp e às restantes petrolíferas que se deve a crise social e do aumento do custo de vida em Portugal e por todo o mundo. As petrolíferas como a Galp estão a provocar, deliberadamente, o colapso da Humanidade.
Os Açores são a região mais desigual do país e com a segunda maior taxa de risco de pobreza. O ódio ao RSI e aos seus beneficiários contribuiu para estigmatizar estas pessoas e potencialmente inibir a procura por este apoio.