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Não faltes à avaliação da troika!

É já no dia 15 de setembro que o segundo ano do memorando da troika encontrará na rua a primeira grande resposta ao empobrecimento forçado de todas as gerações.

A missão da troika já perdeu os sorrisos das primeiras viagens a Portugal, quando ainda achava que os portugueses  eram cobaias agradecidas pelo choque da austeridade nas suas vidas e dispostos a sacrificar tudo por uma dívida que alguém contraiu em seu nome.

Mas o resultado ao fim de um ano de memorando começa a parecer-se demasiado com a tragédia imposta aos gregos, condenados a penar numa economia em queda livre ano após ano, enquanto servem de bombo da festa dos políticos alemães em campanha eleitoral. Em Portugal, assistimos ao malabarismo dum primeiro-ministro que diz ver o défice a cair quando ele aumenta para o dobro do que prometera.

Com salários cortados, desemprego recorde e emigração massiva, o resultado que está à vista do memorando da troika (ou dos que o assinaram, como dizem os emissários do FMI, BCE e UE) não é só a queda do défice ser uma miragem de Passos Coelho, mas também o aumento da dívida em mais de 18 mil milhões de euros em apenas doze meses. Quiseram sacrificar o povo em nome da dívida para que ela aumentasse ainda mais. E entretanto os serviços públicos vão sendo desmantelados, degradados e vendidos aos grupos que estão sempre isentos de quaisquer sacrifícios.

A única resposta a esta espiral do medo austeritário, que quer impor a desigualdade e a precariedade nas nossas vidas para sempre, está na força da democracia. E no dia 15, a democracia volta a mobilizar-se na rua, com energia, ideias e vontade de juntar forças para acabar com o saque que está a matar aos poucos este país.

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Jornalista
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