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China e EUA: duas potências contra a liberdade na Internet

Vivemos o maior ataque à democracia reinante na Internet, que desde o seu início se desenvolveu como uma plataforma livre de comunicação.

Meses atrás, todo o planeta presenciou a polémica sobre o fim das actividades do Google na China. A acusação era a de que o governo chinês estava a censurar a Internet e, em particular, a prejudicar as actividades do Google. Até ai nenhuma grande novidade, já que na China prevalece um longo regime repressivo, basta ver a situação de Liu Xiaobo, prémio Nobel da Paz, ainda encarcerado como subversivo.

Agora, com o episódio Wikileaks, chegou a vez dos EUA, sem máscara, atacar os direitos democráticos de grande parte do planeta. Não só do Wikileaks e de Julian Assange, mas o direito de todos as pessoas no globo terem acesso às informações

Em questões de horas, numa fulminante guerra, o governo americano pressionou para a retirada do Wikileaks da Amazon, onde estava hospedado. Horas depois o Wikileaks.org foi tirado completamente do ar, pela Every DNS, que provia o “domain name” (nome do domínio), sob o argumento de que a sua manutenção estaria a por em risco a estrutura da empresa, já que o site está sob um pesado ataque cibernético. Ninguém consegue aceder ao site normalmente, já que o mesmo está a ser atacado por todos os lados. Há uma verdadeira guerra cibernética a ser travada contra o Wikileaks. Além de uma verdadeira Guerra, também no mundo real.

É o maior ataque à democracia reinante na Internet, que desde o seu início se desenvolveu como uma plataforma livre de comunicação. Pergunto-me: seria isto a democracia americana? O violento ataque cibernético estaria a ser levado a cabo por quem?

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