Está aqui

Aí está a Greve Geral

Nesta hora, temos que saudar os trabalhadores e a sua luta que se manifesta nesta greve geral.

Somos chamados de novo a realizar uma greve geral, com concentrações e manifestações convocadas pela CGTP, para responder à nova ofensiva contra o(s) direito(s) do trabalho, através de uma proposta de lei que é profundamente desequilibrada, enfraquece os direitos individuais e coletivos, liberaliza os despedimentos e torna-os mais baratos, cria a estranha sensação de uma falsa “segurança” ao trabalhador que considera estar num plano de igualdade com o patrão no plano negocial ao nível da empresa. Tratando, portanto, de forma igual o que é desigual.

Devemos saudar os sindicatos filiados na UGT e independentes que aderem a esta greve geral, pois este governo conservador do PSD/CDS põe em causa o que é determinante na vida sindical, a negociação e contratação coletiva, o emprego/sindicalização e a sua organização ou seja os próprios sindicatos.

A economia portuguesa atravessa graves dificuldades, falta financiamento à economia, há uma quebra significativa do mercado interno e um aumento brutal das desigualdades sociais e do desemprego. De recessão em recessão, uma política de austeridade cega e destruidora imposta pela Troika ataca os salários, destrói empresas (PME) e emprego. 1.244.000 portugueses estão desempregados, destes mais de 35% são jovens.

Surgem neste caminho para a greve geral, sinais contraditórios, por um lado e de uma forma crescente, a revolta, a indignação e a necessidade de luta, diminuindo o campo das inevitabilidades, por outro lado, mantêm-se presente o medo, pelo perigo da perda do emprego e do salário. Com a crescente pobreza o pouco salário faz falta…

Nesta hora, temos que saudar os trabalhadores e a sua luta que se manifesta nesta greve geral e nas próximas lutas, porque a luta continua.

Sobre o/a autor(a)

Deputado municipal em Lisboa. Dirigente do Bloco de Esquerda.
Termos relacionados Greve Geral 22 março 2012
(...)