Armas contra civis

25 de julho 2006 - 22:14
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ISRAEL USA BOMBAS DE FRAGMENTAÇÃO NO LÍBANO

cluster A Human Rights Watch denunciou que Israel está a usar bombas de fragmentação (cluster bombs) no Líbano. Estas bombas, disparadas por tiros de artilharia, subdividem-se em 88 munições menores por cada tiro disparado, causando estragos e espalhando a morte numa área muito superior ao da artilharia comum. Investigadores da organização no terreno comprovaram o uso deste tipo de munições no ataque contra a aldeia de Blida no dia 19 de Julho, que causou a morte a uma pessoa de 60 anos e ferimentos em outras 12, entre elas Ahmed Ali, de 45 anos, que perdeu as duas pernas.

As bombas de fragmentação nunca deviam ser usadas em áreas populacionais", disse Kenneth Roth, director da Human Rights Watch.

A organização também fotografou paletes de munições de fragmentação no arsenal das tropas isarelitas na fronteira do Líbano, dia 23 de Julho. Além de espalhar a morte e destruição numa grande área, este tipo de munições ainda espalha, na prática, uma grande quantidade de minas no terreno, já que cerca de 14% das submunições não são detonadas e ficam à espera de que alguém as pise.

Israel usou bombas de fragmentção no Líbano em 1978 e nos anos 80. Nessa altura, os Estados Unidos puseram restrições ao seu uso, devido às baixas civis que provocavam. Washington chegou mesmo a impor uma moratória à exportação destas armas para Israel.

Hoje, Israel fabrica o seu próprio arsenal de munições de fragmentação para aviação, artilharia e rockets. A indústria militar israelita, estatal, produziu mais de 60 milhões destas munições.