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Galp: greve com adesão de 85%

O primeiro dia de greve dos trabalhadores da Galp Energia está a registar uma adesão significativa, segundo o sindicato está "tudo parado", enquanto a empresa sublinha a inexistência de rupturas no abastecimento de combustível.

O primeiro dia de greve dos trabalhadores da Galp Energia está a registar uma adesão significativa, segundo o sindicato está "tudo parado", enquanto a empresa sublinha a inexistência de rupturas no abastecimento de combustível.
"Está tudo parado como era previsto", disse à Lusa o coordenador da Comissão Sindical Negociadora da Galp Energia, Armando Farias, adiantando que as refinarias de Sines e do Porto "estão fechadas", situação que impossibilita a entrada de carros-tanque para efectuar o abastecimento.

O sindicalista afirmou que a paralisação se situa "acima dos 85 por cento", avançando que a greve está a paralisar a produção das refinarias de Sines e do Porto, responsáveis por 300 mil barris diários, uma informação que não foi confirmada pela Galp. No entanto, segundo os dirigentes sindicais, a adesão à greve nestas refinarias (Sines e Porto) ronda os 100%.

"Está tudo parado. As fábricas estão paradas, não há abastecimento de carros-tanque, os trabalhadores não entraram nas refinarias e não há navios", frisou Armando Farias.

"Neste momento já não há produção (nova). As unidades estão apenas a processar a matéria-prima que deu entrada até ao início da greve", disse o coordenador dos Sindicatos dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte.

Há, contudo, uma reacção no mercado de capitais, adianta o Diário Económico. Na sexta-feira passada, os títulos da Galp afundaram mais de 3% e esta segunda-feira apresentam a terceira quebra consecutiva, a deslizar 1% para cotarem nos 12,89 euros.

A greve de três dias dos trabalhadores da Galp Energia deve-se à recusa da empresa de aumentar os salários em cerca de 2,8 por cento, o equivalente a 55 euros de aumento mínimo, uma exigência que a administração contrapõe com uma proposta de subida salarial de 1,1 por cento. Outro dos motivos da paralisação deve-se à não distribuição dos lucros da empresa referentes a 2009, ao contrário do que tem sido prática habitual da Galp Energia, nos últimos cinco anos.

A greve dos trabalhadores da Galp foi iniciada às 00:00 desta segunda-feira, terminando na próxima quarta feira.

O porta-voz da Galp Energia, por sua vez, destacou que os consumidores não estão a ser afectados pela greve. "O mais importante, que é o abastecimento dos clientes, não está a ser afetado. Não existem informações de que estejam a haver quaisquer problemas ou ruturas ao nível dos combustíveis", frisou à Lusa Pedro Marques Pereira.

Na passada semana, a Comissão Sindical Negociadora da Galp alertou publicamente para a possibilidade de ocorrerem rupturas no fornecimento de combustível, devido à previsão de encerramento das refinarias. Na altura, a empresa recusou adiantar as medidas que estavam a ser adoptadas no sentido de evitar esta situação.

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