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Artigos dossier | 18 de May

O caso da Universidade Independente relança o debate sobre a natureza e o papel do ensino superior privado. O dossiê desta semana analisa a Ascensão e queda de um negócio muito nebuloso: o florescimento destas instituições esteve frequentemente minado pelas ilegalidades, crimes fiscais e eternas lutas de poder, revelando que são muitos os tentáculos do polvo. Quem fica a perder são também os alunos que, na maioria dos casos, pagam muito para pouca qualidade.

Artigos dossier | 18 de May

A história das universidades privadas em Portugal é uma densa teia de interesses, zangas, irregularidades, branqueamento de capitais e favorecimentos diversos. Como coelhos tirados da cartola, a criação de universidades foi quase sempre feita a partir de cisões e zangas, e existe um núcleo restrito de personalidades que foi passando de umas para as outras, sempre numa lógica de jogos de poder e influência. Houve mesmo várias instituições com dois reitores ao mesmo tempo a disputarem a liderança recorrendo a seguranças privados, ou não fosse este um negócio muito lucrativo. 

Artigos dossier | 18 de May

Ao contrário do que acontece nalguns países, em Portugal, e à excepção de alguns cursos de algumas universidades, o ensino superior privado nunca se distinguiu pela sua qualidade. O tira-teimas foi feito pelo Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CNAVES) que identificou numerosas insuficiências concentradas sobretudo no ensino privado. Outro estudo deste organismo incidiu concretamente nos cursos de engenharia civil, e mais uma vez as universidades privadas aparecem no fundo da tabela da qualidade.  

Artigos dossier | 18 de May

Neste artigo é feita uma radiografia do ensino superior privado em Portugal. Neste momento são cerca de 90 mil os estudantes que frequentam este subsistema de ensino, o que significa um volume de fluxos financeiros em propinas na ordem dos 250 milhões de euros por ano. No conjunto das 116 instituições trabalham cerca de 10 mil docentes, a maioria dos quais não exerce a profissão docente como actividade principal, e onde se assiste a um aumento significativo do trabalho a recibos verdes.  

Artigos dossier | 18 de May

"Capitalismo selvagem do Séc.XIX". Foi com estas palavras que o Reitor da Universidade Independente, Rui Verde, definiu as condições de trabalho a que a sua universidade e as outras submetiam os professores. Mas a falta de pagamento de salários aos docentes da Universidade Independente nunca foi motivo de preocupações para o Ministro da Ciência e do Ensino Superior, que concluiu na altura não existir "degradação pedagógica" nesta instituição. O Esquerda.net reproduz um  recente comunicado da Direcção do SNESup (Sindicato Nacional do Ensino Superior), que merece uma leitura atenta.

Artigos dossier | 18 de May

Boaventura Sousa Santos, destacado sociólogo português, tem estado na linha da frente no combate por uma globalização alternativa e contra a mercantilização da educação. Neste artigo fala-nos da forma como o ensino superior privado floresceu nos países periféricos ou semi-periféricos (nomeadamente Brasil, Portugal e Espanha) e explica qual deve ser o papel do Estado na regulação deste mercado "descontrolado" e na promoção de um ensino para todos.   

Artigos dossier | 18 de May

"A restruturação actual do ensino universitário é um monumental bluff e uma hábil operação de propaganda. Basta ver como todas as virtudes de Bolonha foram deitadas para o caixote do lixo, quer pela resistência das culturas burocráticas dos serviços administrativos, num extremo da escala, quer pela pressão mercadorizadora exercida pelos órgãos dirigentes e pelo orçamento de estado, no outro extremo".

Artigos dossier | 18 de May

Depois de ter anunciado regras mais apertadas na avaliação do ensino superior, o governo aprovou recentemente o novo regime jurídico das instituições do ensino superior. Este diploma prevê a passagem das instituições públicas a fundações de direito privado. Cecília Honório, deputada do Bloco de Esquerda, alerta para as mudanças que se avizinham: "as fronteiras actuais entre ensino superior público e privado esfumar-se-ão. Neste sentido, o governo pode mesmo dar-se ao luxo de dar umas palmadas nas Privadas"

Artigos dossier | 18 de May

A Organização Mundial do Comércio, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional têm ditado as regras das reformas educacionais, principalmente em África e na América Latina. E a tónica dominante tem sido o crescimento do ensino superior privado em detrimento do ensino público. Este é o entendimento dos principais organismos mundiais que sustentam esta globalização: nada pode escapar à esfera do mercado.
Este texto é uma adaptação do artigo de Sabine Righetti, disponível no site da "Com Ciência - revista electrónica de jornalismo científico" 

Artigos dossier | 18 de May

Quinze anos depois do boom das universidades privadas, os alunos escasseiam e a qualidade também. A busca dos lucros fáceis conseguidos à custa dos estudantes que não conseguiam lugar nas universidades públicas foi acompanhada da promiscuidade com o poder político de cada ocasião. A inspecção denunciou tudo mas não puniu ninguém.