O governo dos sábios pode nada saber sobre a vida concreta dos homens e mulheres concretas, mas sabe, do alto da sua ciência certa, que nada mais existe para além dos parâmetros que definiu como sendo o mundo.
Este Governo mente descaradamente. O argumento da crise económica serve-lhes para tudo, apesar da facilitação dos despedimentos e da redução da compensação por despedimento não ter nenhum efeito no défice. O seu objectivo é só um: reduzir o valor do trabalho.
Numa altura em que até Durão Barroso já vai balbuciando “heresias” como Eurobonds, vemos bem desenhar-se no horizonte a necessidade de mais integração política contra a alternativa do falhanço total.
João Pereira Coutinho pergunta “não será do interesse de um patrão racional, e da empresa que ele dirige, manter um trabalhador eficiente?” O busílis da questão não é nem nunca foi a “eficiência” do trabalhador(a), a questão é mesmo a forma de contratação...
É um fartar vilanagem…à custa de recursos públicos que são de todos os portugueses. O Estado vai deixar de receber milhões em dividendos de empresas que vão ser vendidas a preço de saldo.
Seis governos - os da Alemanha, do Reino Unido, da Suécia, da Holanda, da Dinamarca e da República Checa - querem reduzir em 75 por cento o montante dedicado ao europeu de assistência alimentar aos mais carenciados e extingui-lo em 2013.
Não é fácil perceber esta lógica dos brandos costumes da opinião pública. Sobretudo quando parecem ter sido há muito ultrapassados todos os limites à dignidade e quando se tornou claríssimo que os sacrifícios não são para todos.