Com um debate generalizado no contexto dum referendo, possivelmente não ouviríamos aquela senhora, nos idos de 1992 responder assim à pergunta do repórter da RTP, “para si, o que é Maastricht”?: “Mais triste é uma filha bater na mãe”.
O elogio pangermánico de Durão Barroso ilustra o Conselho Europeu do próximo dia 5. Adiada por força das eleições espanholas, a decisão sobre as sanções a Portugal e Espanha será a primeira tomada de posição política da União Europeia (UE) após o Brexit.
A discussão acerca das alterações climáticas é, paradoxalmente, transversal e invisível. Em muitos casos está ausente: reconhece-se a importância das mesmas e elabora-se abstratamente uma teoria e uma práxis de reconhecimento sem resposta.
Findo este ano letivo, impõe-se a pergunta à comunidade académica: começamos agora a trilhar um novo rumo para o ensino superior ou vamos estar, como escreveu Samuel Beckett, Eternamente à espera de Godot?
É certo que se perdeu uma grande oportunidade de criar uma frente do Sul no seio da União Europeia, mas também é verdade que a mais que provável continuação das políticas austeritárias abre boas possibilidades para a esquerda no futuro próximo.
Não era preciso ser adivinho para prever o Brexit. O apocalipse alimenta-se e o martírio já fez um mártir: o Reino Unido decidiu sair e pode deixar descendência caso este projecto europeu germânico não ganhe vergonha.
Os “donos” da Europa - por iniciativa da sra. Merkel - acham que podem continuar a mandar e que o diretório é para reforçar. Já não têm povo há muito tempo e nem o Brexit lhes fez ver isso.
Para o PSD e o CDS, injetar dinheiro dos contribuintes na banca privada, está muito bem. Recapitalizar a Caixa e mantê-la como banco público é que não pode ser.
Se os quadros do Miró podem ir parar a um museu do Estado, o que impede o SNS de integrar o IMI e até o British Hospital? A resposta, desta vez, cabe ao sr. ministro da saúde.
Os desempregados têm sido tratados como portugueses de segunda. Não apenas através da obrigatoriedade das apresentações quinzenais, mas também através do recurso massivo aos contratos emprego inserção.
O referendo britânico à permanência na União Europeia saldou-se por uma vitória dos partidários do abandono da UE por parte do Reino Unido. Para este resultado, que deixou a Europa em choque, contribuíram diversos fatores.