Nelson Peralta

Nelson Peralta

Biólogo. Dirigente do Bloco de Esquerda

Algumas pessoas pedem que se feche o Parlamento num dia específico, 25 de abril. Fechá-lo apenas no dia da democracia. Como é óbvio, o vírus não ataca mais nesse dia que nos outros.

O alargado consenso científico e a urgência da resposta climática significam que a pergunta não é se vamos agir. É como o vamos fazer e a quem estamos a responder. Artigo de Nelson Peralta, publicado na revista Esquerda.

Pedro Pires da Rosa, deputado municipal do PS em Aveiro, escreve no Público que perante a crise social provocada pela pandemia a solução é a austeridade e desde logo reduzir os salários no público. Um artigo que merece alguma resposta, para não começar a fazer caminho.

Na Europa, e especialmente em Portugal, a crise climática em resultado da atividade humana tem um consenso político alargado. Há, no entanto, outros tipos de discurso que têm oferecido soluções pífias ou simples inação. Qual é então a clivagem no debate?

O Ministro do Ambiente concordou com a inclusão de uma taxa sobre a indústria da celulose e da florestal intensiva. Essa simples resposta a uma pergunta minha gerou algumas críticas.

Não há solução climática sem afrontar o capitalismo e o seu modelo de produção extrativista orientado para a acumulação de capital. É por isso que a mensagem de Ferreira Leite é tão valiosa.

Esta carta educativa assenta na cartilha da direita e inscreve-se em princípios ao arrepio da escola pública que representou um enorme avanço.

O executivo PSD/CDS de Aveiro entregou os transportes a uma empresa privada. Os preços aumentaram exponencialmente, a oferta foi reduzida drasticamente e é conhecida agora a cereja no topo do bolo.

O atual consenso urbanístico pede menos carros, mais espaço partilhado, mais zonas permeáveis, Aveiro propõe-se ao oposto.

Tenho lido algumas críticas a Jean-Luc Mélenchon acusando-o de ter facilitado o caminho a Le Pen. São críticas injustas e, pior, é não perceber o jogo.